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APRESENTAÇÃO

As questões étnico raciais, culturais e religiosas alusivas à discriminção e exclusão do povo negro têm perpetuado o genocídio social implantado pela escravidão. Contido é chegado o mmomento em que a sociedade negra mundial se depara com um grande divisor de águas representado pela conferência de Durban.

A escravidão trouxe para o Brasil diferentes grupos étnicos, com diferentes práticas culturais; nos anos 80 o prestígio do Candomblé cresce e o mesmo se consolida como religião de conversão universal, há terreiros de Candomblé que são tombados pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional -IPHAN.

COMUNIDADES DE TERREIROS

As estimativas de religiosos praticantes e frequentadores de cultos que lidam o universo transcendental, no âmbito do Distrito Federal e Entorno, apontam para a existência de um número aproximado de 400.000 fiéis, somando-se kardecistas, esotéricos, xamânicos , umbandistas e Candomblecistas; segundo fonte do IBGE – Censo 2010; inclusive se inserirmos as pessoas que não se auto declaram religiosas a nossa estimativa passa para 25%, pois muitas vezes as pessoas omitem sua verdadeira fé, pelo fato de nosso país sofrer grande influência do cristianismo, em particular das celebrações católicas, apesar do Estado se declarar oficialmente Laico.

COMUNIDADES INDíGENAS

As populações indígenas são vistas pela sociedade brasileira ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.

Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha se constatado o crescimento da população indígena.

Só recentemente os diferentes segmentos da sociedade brasileira estão se conscientizando de que os índios são seus contemporâneos. Eles vivem no mesmo país, participam da elaboração de leis, elegem candidatos e compartilham problemas semelhantes, como as consequências da poluição ambiental e das diretrizes e ações do governo nas áreas da política, economia, saúde, educação e administração pública em geral. Hoje, há um movimento de busca de informações atualizadas e confiáveis sobre os índios urbanos que vivem no Distrito Federal, um interesse em saber, afinal, quem são eles?

COMUNIDADE CIGANA

A comunidade cigana é discriminada nos domínios económico, social e político. A situação das comunidades ciganas no Distrito Federal tem-se agravado nos últimos anos, assumindo contornos particularmente preocupantes no acesso à habitação, emprego, bens e serviços. Os esforços para integrar o povo cigano devem abranger um ciclo de vida inteiro, desde a pré-primária até ao ensino regular para as crianças, empregos para os adultos e cuidados para os idosos. As comunidades ciganas devem também poder participar e beneficiar da luta contra a pobreza e o desemprego, para isto, é necessária a inclusão desta população em dados que permitam o desenvolvimento de Políticas Públicas.

O MAPEAMENTO DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS, INDIGENAS E CIGANAS.

A Secretaria da Promoção da Igualdade Racial ao lançar o Selo “Distrito Federal Pela Igualdade Racial” também reforçou o compromisso assumido junto as Comunidades de Terreiros do Distrito Federal, Indigenas e Ciganos para iniciar o mapeamento destas populações visando trazer elementos que permitam não somente a articulação de Políticas Públicas, bem como fomentar o engajamento destas comunidades Tradicionais de Matriz Africana, indigenas e ciganas.

Com o objetivo de visibilizar o quantitativo de Terreiros de Umbanda e Candomblé presentes no Distrito Federal com a perspectiva de que este resultado possibilite a construção de Políticas Públicas efetivas que beneficiem este segmento religioso e também o seu fortalecimento na luta pela liberdade religiosa através da construção de uma cultura de Paz criando mecanismos na defesa contra a violação de direitos a SEPIR DF ao lançar e realizar este mapeamento em parceria com a CODEPLAN, estará concretizando um dos itens do Programa do Governo do Distrito Federal, na definição de políticas destinadas a combater o racismo, viabilizando programas, projetos e propostas de interesse das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, indígenas e Ciganas, atuando com o apoio das demais secretarias do GDF. 

(Clique na imagem para fazer pré-cadastramento)

Fonte: SEPPIR

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