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FLORIANÓPOLIS – O Ministério Público Federal (MPF) avalia suposta prática de crime de racismo por parte de servidores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e suposta deficiência no programa de acompanhamento de alunos que ingressam pelo sistema de cotas raciais e sociais. A função do programa é garantir a permanência do aluno cotista até sua formação, porém, nove reprovações de alunos negros no campus da instituição em São José, na Grande Florianópolis, desencadearam as denúncias repassadas ao MPF.

– Queremos entender como é o acompanhamento da permanência do aluno cotista. Há informação de alunos que se enquadrariam na situação de evasão escolar por dificuldade de permanência. É um reforço acadêmico e social que não estaria sendo suficiente – disse o procurador da República do MPF, Maurício Pessuto.

Em reunião ontem, no campus Florianópolis-Continente com representantes da reitoria, movimentos sociais, alunos, MPF e Advocacia Geral da União, ficou definido que o IFSC terá 10 dias para fazer esclarecimentos.

Denúncia está baseada na reprovação em massa

A coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado, Maria de Lourdes Mina, disse que está havendo racismo institucional no IFSC baseado na “reprovação em massa” de alunos negros cotistas da instituição e na postura “racista” de docentes com esses alunos.

– A função da reserva de cotas é proporcionar aos estudantes concorrer com a mesma oportunidade educacional. Não é um favor, é um direito – observou.

O aluno Fernando Patrício Filho contou que foi advertido por ter protocolado reclamação de que “os negros vêm sendo humilhados na instituição”.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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