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A destruição de centros de culto afro-brasileiro no Agreste do estado e na Região Metropolitana do Recife fez com que o movimento negro se articulasse em defesa das religiões de matrizes africanas e indígenas.

Na tarde da terça-feira (17), cerca de 20 representantes de diversos terreiros se reuniram para ajustar um pedido de apoio do estado no enfrentamento à intolerância religiosa.

“Estamos articulando uma resposta aos ataques que temos sofrido nas últimas semanas. Já entramos em contato com a Ouvidoria-Geral da União e vamos contatar o governo estadual para pedir um posicionamento em relação à intolerância religiosa”, disse o filósofo e babalorixá Érico Lustosa. 

A onda de ataques aos centros afro, que também se estendeu a um centro doutrinário espiritualista, começou após a prisão de três homens – que afirmavam ser pais de santo – suspeitos de participação no assassinato de Flânio da Silva Macedo, 9 anos, em um ritual de magia negra no município de Brejo da Madre de Deus.

Vários centros de culto afro-brasileiro foram destruídos no Agreste após a divulgação do caso. Alguns templos foram incendiados, outros depredados e saqueados.

Fonte: Diário de Pernambuco

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