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Nossa opinião: As Religiões Afro Brasileira não concordam e não entendem que Pai Bruno seja um religioso e alguns detalhes devem ser citados:

– Extorsão é crime.

– O diabo não faz parte de nossa religião.

– Até o momento não sabemos de qual família religiosa ele pertence.

Nos dias de hoje vemos até pseudos ciganos “praticando” as religiões de matriz africana, portanto esperamos que a justiça avalie os crimes e que o pseudo Pai Bruno receba os rigores da lei.

Por Oluandeji

Durante a audiência na 27ª Vara Criminal, no Fórum do Centro do Rio, Pai Bruno tentou explicar o funcionamento dos trabalhos de magia negra para tentar amenizar sua pena. Em depoimento, Edmar Santos de Araújo, de 23 anos, afirmou que o trabalho realizado com a vítima em questão precisou de vários pagamentos por ela possuir um “caso espiritual negativo”.

Segundo o pai de santo, após jogar búzios para iniciar os trabalhos solicitados pela vítima, ele descobriu que havia um impedimento em vidas passadas e por isso precisaria de mais dinheiro para resolver. Além dos R$ 210 iniciais, a vítima precisou pagar mais R$ 550. O pai de santo conta ainda que, em sonho, uma entidade falou sobre a vítima e, por isso, ele precisaria fazer um “agrado” a ela. Para isso, outros R$ 950 foram cobrados da vítima que, por não possuir o dinheiro, começou a ser ameaçada.

Segundo a vítima, Pai Bruno começou a ameaçá-la de morte. O pai de santo nega as ameaças e afirma ter dito apenas que “deixaria o caso nas mãos de Maria Mulambo”. Ele também afirmou que faz o mesmo discurso para todas as vítimas que apresentam algum tipo de impedimento. Pai Bruno também assumiu que teria dito a vítima que iria “acontecer um problema espiritual” na vida dela. Entretanto, segundo o pai de santo, isso aconteceria apenas porque, sem o dinheiro, ele não faria nada para impedir o destino que já estava traçado.

Durante a audiência, o pai de santo reclamou da forma como a religião está sendo vista pela sociedade após sua prisão. “Depois do que fizeram comigo, minha religião está sendo marginalizada. Sou registrado, meus clientes sabem que trabalho com o diabo”, afirmou. Ao fim dos trabalhos, o pai de santo chorou ao encontrar a mãe pela primeira vez após sua prisão.

Também participaram da audiência a vítima que denunciou o esquema de extorsão, uma testemunha de acusação, duas testemunhas de defesa e o motoboy Alex Alberto de Souza, de 26 anos, que fazia os serviços de entrega do dinheiro e outras encomendas para o pai de santo. Alex afirmou desconhecer as extorsões e ameaças de Edmar e que os serviços eram prestados esporadicamente. Segundo o motoboy, o pai de santo ligava para seu telefone e informava apenas que material deveria buscar e onde encontraria seu cliente. Ele afirmou nunca ter entrado no terreiro de Pai Bruno.

Segundo o advogado de Alex, Mardoque de Araújo, uma condenação do motoboy seria absurda, já que ele apenas prestava serviços ao pai de santo.

– Não sei porque o Ministério Público não revogou sua prisão. Meu cliente apenas prestava serviços, a prisão é absurda – afirmou.

Já Alexandre Mello, advogado de Pai Bruno, afirmou que houve uma intolerância religiosa por parte da Justiça durante a audiência.

– A religião ficou marginalizada. Queria mais parcialidade. A religião não está sendo compreendida. Não entendo como a liberdade religiosa não está sendo visualizada, é um direito fundamental.

Os dois advogados entraram com pedidos de liberdade para Alex e Edmar. O Ministério Público solicitou nova diligência e tempo para análise do pedido de revogação da prisão.

Fonte: Extra – Globo

 

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