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A 2ª Promotoria de Justiça de Varginha, na região Sul do Estado de Minas Gerais, especializada na defesa dos Direitos Humanos, ofereceu denúncia contra uma atendente de loja por prática de racismo. A ofendida foi uma senhora de 52 anos, C.M.L.B, natural de Salvador, Bahia.

Ao procurar atendimento no balcão da loja, C.M. teria ouvido da atendente, entre outras coisas, as seguintes palavras: “Não gosto de preto”. O crime, que ocorreu no dia 23 de maio deste ano, foi denunciado pelo promotor de Justiça Mário Antônio Conceição.

De acordo com as investigações, a acusada, T.C.B., 33, teria negado atendimento à C.M., que se interessou por uma caneca exposta na vitrine da loja. Ao entrar no estabelecimento comercial, a soteropolitana quis saber o preço da caneca, e T.C. negou atendimento a ela. T.C. teria dito: “Não vou atender porque não gosto de preto e não estou nem aí porque não gosto mesmo”.

A prática de discriminação fundada no elemento cor gerou, segundo o promotor de Justiça, indignação e abalo no íntimo da vítima e em testemunhas que a acompanhavam.

A atendente foi denunciada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), como incursa nos artigos 5º e 20 da Lei n.º 7.716/89 combinado com o artigo 70 do Código Penal. A pena aplicada pode variar de um a três anos de reclusão e multa.

Fonte: Diário do Aço

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