Brasília – O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) realiza na próxima quarta-feira (19), às 14h, uma audiência pública para discutir a violência no estado de Goiás. A existência de denúncias sobre a participação de policiais militares em supostas execuções sumárias, desaparecimentos e arbitrariedades, incluídas em um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Goiás, levaram os conselheiros a agendar a audiência, na sede do Ministério Público Federal.

O documento Insegurança Pública em Goiás: Anacronismo e Caos reforça antigas denúncias de envolvimento de policiais militares goianos em graves casos de violações aos direitos humanos. Embora a maior parte das acusações apontadas no relatório diga respeito a casos registrados entre os anos de 2000 e 2010, a exemplo das 36 pessoas que desapareceram após serem abordadas por policiais, o documento acusa as autoridades locais de omissão, devido à demora na apuração dos fatos e punição aos culpados.

“É uma situação que vem se agravando, pois há muitos anos o governo estadual tem apostado em uma polícia violenta e a impunidade vem correndo solta”, afirmou à Agência Brasil o presidente da comissão estadual, o deputado Mauro Rubem (PT).

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Justiça afastou temporariamente do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar de Goiás o tenente-coronel Wellington Urzêda, suspeito de comandar o grupo apontado como responsável pelo desaparecimento de, pelo menos, 26 pessoas nos últimos 11 anos.

Fonte: Agência Brasil

 

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