Formação da População Africana

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No Brasil e em muitos países, a população africana erroneamente é assimilada apenas a etnia negra. Pior do que isso, essa etnia é considerada única, como se não existisse vários povos negros com características linguísticas e culturais distintas.

Os povos africanos são muito diversificados, porém pouco conhecidos. A maioria da população conhece pouco e não tem acesso a registros históricos desses povos. O pouco que conhecemos, em parte, são relatos dos povos invasores/conquistadores da África, os europeus. É uma história contada pelo ponto de vista de que dominou, de quem escravizou. Por isso é um passado que conhecemos apenas sobre o olhar do escravo/primitivo.

Quais argumentos os europeus utilizaram para justificar o comércio dos povos africanos para o trabalho escravo? Negando sua história.

Para justificar a escravidão, os europeus afirmavam que os negros eram seres inferiores, que não podiam se igualar aos brancos. O negro não era visto como ser pertencente a uma sociedade, com história e cultura. Isso contribui ainda hoje para termos uma visão distorcida sobre a diversidade da população africana. Ainda difundimos uma ideia de que negro é apenas um descendente de escravos, e que antes da escravidão não existia nada, história, nome, sobrenome, religião, cultura e língua, tudo lhe é negado.

Continuamos apagando parte significativa da história desses povos, negando não apenas a liberdade da população africana, mas destruindo as sociedades que ali se desenvolveram por milênios.

Que tal conhecer um pouco sobre os povos africanos? Observe o mapa a seguir.

Mapa-africa

Esse mapa é apenas um esboço dos principais agrupamentos étnicos existentes na África. Ele traz também as principais cidades e reinos fundados na antiguidade, num período iniciado a aproximadamente 5000 anos atras. Atualmente é comum encontrarmos a classificação da população africana em dois principais agrupamentos étnicos: os sudaneses e os bantos. Cabe destacar que cada um desses grupos são formados por centenas de grupos menores, ou subgrupos. Eles se diferem principalmente por suas características culturais, linguísticas e religiosas distintas. Observe no mapa acima onde vivem cada um desses grupos. Além desses dois grandes grupos, destacamos algumas etnias menores como os berberes, malgaxes, bosquímanos, pigmeus, nilóticos e árabes.
Os berberes vivem na região noroeste do Deserto do Saara, possuindo grupos nômades e semi-nômades. Os nilóticos possuem estatura elevada e vivem nas regiões próximas a nascente do Rio Nilo e do Lago Vitória. Os pigmeus possuem baixa estatura e vivem em vários pontos no centro-sul do continente, desde áreas próximas ao Lago Vitória, passando pela Floresta Equatorial do Congo e chegando as áreas ao norte do Deserto do Kalahari. Os bosquímanos são exímios caçadores que vivem na região do Deserto do Kalahari. Os malgaxes vivem na Ilha de Madagascar e não são considerados povos negros, e sim de origem malaia semelhante aos povos nativos da indonésia e filipinas (sudeste asiático). Os árabes são povos de origem muçulmana que surgiram na Península Arábica e conquistaram o norte/nordeste da África após derrotarem o Império Romano, permitindo a migração e a difusão da cultura árabe por grande parte do continente africano.

Após leitura do texto e interpretação do mapa responda:

1) Na sua avaliação existiram semelhanças na forma como os europeus trataram indígenas e africanos? Explique.
2) Você conhecia um pouco da história dos povos africanos? Se sim, diga o que e como. Se não, por que você avalia que não conhecia?
3) Quais aspectos da cultura brasileira que você conhece que foram trazidos da África pelos povos escravizados?
4) Você concorda com a afirmação existente no texto: Ainda difundimos uma ideia de que negro é apenas um descendente de escravos, e que antes da escravidão não existia nada, história, nome, sobrenome, religião, cultura e língua, tudo lhe é negado. Explique.

Fonte: Geoensino 

Nossa Opinião: Deve ser incorporada  desde História, Tradições, Cultura e Religiosidade de forma que se quebre o preconceito que fomos obrigados a carregar em nossas costas.

Por: Oluandeji

 

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