A implantação de um Núcleo Especializado de combate ao racismo foi tema de reunião entre representantes do Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará (Cedenpa) e a Defensoria Pública do Estado na terça-feira, 18. Estiveram presentes na reunião o Defensor Público Geral, Luis Carlos de Aguiar Portela; o subdefensor Geral, Adalberto da Mota Souto; os Defensores Públicos do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH), Márcio Cruz e Antônio Roberto Cardoso e os representantes do Cedenpa, Nilma Bentes, Maria Luiza Carvalho, Josiel Barbosa e Cristina Oshai.

O Defensor Público Geral, Luis Carlos de Aguiar Portela, manifestou o interesse da Defensoria em relação à implantação do Núcleo. “Trazemos uma linha programática firme, que é a de enfatizar as causas que mais geram demanda para a Defensoria. Nossa intenção é aproximar esta defensoria Pública da sociedade civil, posto sermos uma instituição voltada para a grande massa da população. Essa é a nossa razão de existir e faremos o que for possível para concretizar esse projeto”, disse Portela.

O Cedenpa é uma entidade sem fins lucrativos, que vem contribuindo no processo de superação do racismo, preconceito e discriminação contra a população negra e indígena. Nilma Bentes, que é uma das coordenadoras do Cedenpa, acredita que o Pará precisa avançar em relação a essa questão. “A implantação do Núcleo é um desafio para o Centro e também para o Estado de uma forma geral, pois se tratando da população negra, os índices na educação, emprego, saúde, moradia, entre outros, são muito preocupantes. Essa situação necessita de um enfrentamento mais efetivo, que gere bons frutos, e para isso acreditamos que a Defensoria é o nosso ponto de partida”, acrescentou Nilma Bentes. Na ocasião, ficou definida a realização de um seminário em novembro, com a data a ser definida, em razão das comemorações do Mês da Consciência Negra.

Fonte: Pará

 

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