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Intelectuais e artistas de diversas áreas se reuniram nesta terça-feira (2) para declarar apoio à eleição de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. O encontro marcou o posicionamento de repúdio das classes artísticas da capital (literatura, música, dança, teatro, cinema e circo) à administração Serra/Kassab que, nos últimos oito anos, promoveu a exclusão da cultura nos espaços públicos da capital.

Por Mariana Viel

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Haddad foi aclamado como o único candidato compromissado com o desenvolvimento de políticas que possibilitem a ocupação dos espaços públicos pelos cidadãos paulistanos e pelo movimento cultural da capital.

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O escritor Fernando Morais enfatizou que a Prefeitura de São Paulo tem dispensado à cultura um papel subalterno. Ele disse que recentemente respondeu a um tracking das eleições na capital e declarou seu voto a Haddad. “Me perguntaram o motivo de eu não votar no Russomanno e respondi que não o conhecia. Então, me questionaram por não votar no Serra e eu disse que era porque o conhecia muito bem”.

Outros pontos criticados pela classe artística da cidade foram a falta de diálogo, a mercantilização do setor e a interrupção do incentivo ao protagonismo do movimento cultural da periferia.

O ator Sérgio Mamberti declarou ao Vermelho sua satisfação em apoiar Haddad e disse que a classe artística não pode aceitar outra possibilidade para a capital. “Estou muito feliz em poder estar aqui apoiando Fernando Haddad que é o nosso candidato da cultura, das mudanças e das forças progressistas.”

Intelectuais

Juristas, comunicadores, educadores, arquitetos, urbanistas, filósofos e representantes do movimento de luta pelos direitos humanos também marcaram presença no ato.

Entre o grupo de intelectuais que manifestaram apoio ao candidato da coligação Para Mudar e Renovar São Paulo (PT, PCdoB, PSB e PP), estavam os juristas Dalmo Dallari e Marcio Thomaz Bastos; o economista e professor Paul Singer; a socióloga e professora Maria Victória Benevides; o filósofo Vladimir Safatle; o professor Roberto Schwarz, a psicanalista Maria Rita Kehl, a educadora Anita Freire e a urbanista Erminia Maricato.

O presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e secretário da Questão da Mídia do PCdoB, Altamiro Borges, afirmou que na reta final do primeiro turno das eleições a blogosfera deve se unir às atividades de rua da campanha para levar Haddad à Prefeitura. “Enfrentamos uma ‘coincidência’ essa semana que é a grande mídia só falar no julgamento do ‘mensalão’. A blogosfera deve dar sua contribuição juntando as ruas e as redes nessa campanha.”

Em entrevista à imprensa, Maria Victória Benevides e Márcio Thomaz Bastos questionaram o julgamento do “mensalão” às vésperas do primeiro turno das eleições municipais. Benevides afirmou que há “sinais de manipulação” no julgamento e também de um viés político, e não jurídico. “Considero que é um julgamento político e não jurídico”, disse a socióloga.

Benevides afirmou ainda que o que aconteceu com os perseguidos, torturados e exiliados políticos da ditadura militar continua acontecendo atualmente com os excluídos de nossa sociedade. Ela afirmou que o programa de governo de Haddad ancora questões concretas da luta pelos direitos humanos na capital.

Paul Singer destacou a atuação do governo federal no combate à miséria durante os dois governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff. “É uma das melhores coisas já feitas no Brasil. E Haddad fez parte disso.” Por isso, para Singer, Haddad é o candidato que conseguirá implantar o combate à pobreza com força em São Paulo.

A arquiteta e urbanista Ermínia Maricato fez um discurso contundente, dizendo que “está acontecendo uma tragédia na cidade”. “Especulação imobiliária, queimadas… É urgente fazer algo. Cada metro quadrado é disputado e os pobres são expulsos. Nós temos conhecimento em urbanismo, nós temos condições de mudar a cidade”.

Reta final

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A ministra da Cultura Marta Suplicy fez um apelo à militância paulistana para integrar a reta final da campanha. Ela ressaltou ainda o poder de influência dos intelectuais e artistas reunidos no evento. “Faltam apenas cinco dias para as eleições e quem for para o 2º turno vai ganhar do Russomanno. Vocês têm poder e devem usar esse poder”.

A candidata a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB) enfatizou a união dos movimentos sociais e técnicos de diversas áreas em torno do projeto de governo proposto por Haddad. “Precisamos de todo esse apoio e essa energia não apenas para ganhar as eleições, mas para nos ajudar a governar.”

Último da noite a falar, Fernando Haddad disse que no mesmo momento em que o Brasil passou a ser reconhecido mundialmente por seus projetos e políticas públicas de inclusão, “São Paulo se apagou” e perdeu a chance de também se tornar vitrine.

Haddad falou que quer representar, à frente da Prefeitura, “a cidade como mola do desenvolvimento nacional, a cidade como um lugar de encontro e a cidade reconciliada consigo mesma e com a nação”.

O candidato das forças progressistas da capital lembrou, mais uma vez, o minucioso trabalho de construção do projeto de governo e disse que suas propostas refletem a “São Paulo que queremos, merecemos e precisamos”.

Fonte: Vermelho 

Nossa opinião: São Paulo  faz política para que Russomano que está sendo apoiado e comandado por Edir Macedo, não venha a ser o prefeito da maior capital do país, e os negros e religiosos de matriz africana estarão atentos a este tema, porque a IURD vem a anos tentando desimar as tradições afro brasileiras.

Por: Oluandeji

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