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Não só de aspectos físicos se constitui a cultura de um povo. Há muito mais contido nas tradições, no folclore, nos saberes, nas línguas nas festas e em diversos outros aspectos e manifestações, transmitidos oral ou gestualmente, recriados coletivamente e modificados ao longo do tempo. A essa proporção intangível da herança cultural dos povos, dá-se o nome de patrimônio cultural imaterial. Evidenciar nosso patrimônio imaterial através de ações que valorizam a Festa do Congado de Uberlândia, nos faz dar conta das nossas origens, da nossa história e da nossa força cultural. Ao divulgarmos a riqueza, a dimensão, a complexidade e a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial, estaremos promovendo a importância de se reconhecer a beleza, a força, o valor e as pessoas que preservam a tradição dessa expressiva manifestação cultural do Município.

Jeremias Brasileiro from Página Cultural on Vimeo.

Apresentação dos grupos durante o novenário na Praça do Rosário

05/10 – Marujos Azul de Maio; Moçambique do Oriente; Catupé Azul e Rosa (Bairro Santa Mônica).

06/10 – Congo Rosário Santo; Congo de Sainha; Congo Cruzeiro do Sul.

07/10 – Eleições. Não há novena.

08/10 – Marinheiro de São Benedito; Congo Prata; Moçambique Guardiões de são Benedito; Moçambique Angola.

09/10 – Moçambique Princesa Isabel; Congo Camisa Verde; Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário; Catupé (Bairro Mansour).

10/10 – Moçambique Estrela Guia; Congo São Domingos; Congo Verde e Branco; Congo de São Benedito.

11/10 – Moçambique de Belém; Catupé (Bairro Martins); Congo Amarelo Ouro; Congo Branco.

12/10 – Moçambique Raízes; Congo Santa Ifigênia; Catupé de Nossa Senhora do Rosário (Bairro Dona Zulmira).

13/10 – Moçambique Pena Branca

Programação

De 5 a 13 de outubro de 2012

19 às 22h – Terço, leilões e apresentações dos Ternos de Congada
Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
Praça Rui Barbosa – bairro Fundinho
Levar uma prenda, exceto bebida alcoólica.

14 de outubro de 2012

8h – Cortejo com saída da Rua Prata, no bairro Aparecida, descendo pela Avenida Floriano Peixoto até chegar a Praça Rui Barbosa.

10h – Levantamento do mastro com as bandeiras de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
Praça Rui Barbosa – bairro Fundinho

16h – Cortejo do Reinado.
Saída da casa dos festeiros, na Avenida Cesário Crosara, 3125, bairro Roosevelt, passando pela Avenida Raulino Cotta Pacheco, Rua Goiás, até chegar à Praça Rui Barbosa.

18h – Procissão.
Saída da Rua Barão de Camargos, bairro Fundinho, passando pela Avenida Cesário Alvim, Rua Tenente Virmondes, Avenida Floriano Peixoto até a Praça Rui Barbosa.

19h – Missa de coroação de Nossa Senhora do Rosário e dos Festeiros de 2013.

Dia 15 de outubro de 2012

9h às 18h – Visita dos grupos aos festeiros, com comemoração no Poliesportivo Roosevelt, na Praça Guilherme de Freitas Paraíso, s/n, bairro Roosevelt.

19h às 23h – Encerramento, na Praça Rui Barbosa, bairro Fundinho

congado

Na década de 1940, chegam em Uberlândia, da cidade de Formiga-MG, os irmãos “Benedito da Silva”, os “Matinada”. Junto a Euclides Lindolfo e Irene Rosa, cumadre e primeira mãe de santo a abrir um terreiro de Umbanda em Uberlândia (a Tenda Coração de Jesus), fundam o Congo Catupé de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, o Catupé do Martins. Durante muitos anos o quartel do Catupé fica na rua Rafael Rinaldi, no mesmo local da Tenda Coração de Jesus . Quando o Congo Catupé de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é fundado, o Euclides Lindolfo é o Marechal, o regente. O José Matinada é o primeiro Capitão e toca sanfona. O Lico e o João Matinada também eram capitães. José Augusto era outro capitão, mas não faz parte da família consangüínea. Irene Rosa é a primeira madrinha do terno junto `a Lourdes. As filhas e netas de Irene Rosa também integram o terno na função de bandeireiras. A Lica, a Maria Capitão e a Dona eram as cozinheiras. Maria Capitão e Irene Rosa eram as mentoras espirituais do terno. O Lázaro, genro do Euclides Lindolfo tocava banjo. As filhas e filhos dos Matinada e da Irene Rosa e respectivos conjugues foram os primeiros dançadores.

Quando os tocadores de sanfona, banjo, violão e cavaquinho morrem, nenhum dos filhos ou dançadores aprende a tocar estes instrumentos, que deixam de ser utilizados pelo terno. Os familiares guardam os instrumentos intocados como relíquias que contam a história de lendários congadeiros. Alguns instrumentos se deterioraram com o tempo. Antes de falecer, o Sr. José Matinada quis passar o seu Bastão para o seu filho Raimundo – o Pacú, mas ele não quis aceitar a responsabilidade de ser capitão. Então o bastão de capitão foi passado para o neto, Ubiratan, que na época tocava maracanã. O Bastão do Euclides Lindolfo foi passado para o Amador. Com indumentária branca com faixas rosa e azul cruzadas no peito e nas costas, traz sobre a cabeça uma coroa. É o único terno da cidade que traz dois estandartes em homenagem aos santos Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. O catupé está localizado no Bairro Martins e conta com aproximadamente 100 integrantes.

Congo de Camisa Verde

O terno Congo de Camisa Verde é um dos ternos mais antigos da cidade, está diretamente ligado à família que comanda a Irmandade do Rosário. Possui ligações com os ternos Congo de Camisa Verde das cidades de Araguari e de Ituiutaba. Os ternos Camisa Verde de Araguari e de Ituiutaba enviam soldados para participarem da festa em Uberlândia, sendo retribuída a visita dos uberlandenses nessas cidades. Os soldados usam calças e sapatos brancos, camisa de manga comprida verde, capa amarela, chapéus com cordões de miçangas que pedem cobrindo os olhos do dançador. As capas atualmente são bem longas, até quase tocar o chão, mas de acordo com fotografias antigas, essas capas eram menores. A indumentária fica a cargo do soldado que irá usá-la, variando muito os ornamentos e bordados de capas e chapéus. As bandeireiras e madrinhas utilizam roupas e sandálias iguais, luvas e adereços florais nos cabelos. O terno conta com aproximadamente 100 integrantes e tem seu quartel no Bairro Aparecida.

Congo Cruzeiro do Sul

O primeiro Capitão e Presidente do terno Congo Cruzeiro do Sul, seu Custódio José Izídio, é referência para diversos congadeiros de Uberlândia. Nascido em 02/09/1937 Custódio José Izídio é casado com a madrinha do terno Congo Cruzeiro do Sul, Maria Aparecida Izídio. Seu Custódio foi soldado e capitão do terno Congo de Camisa Verde, tendo comandado o terno Congo de Camisa Verde por quatro anos. Nos dois últimos anos em que seu Custódio foi capitão do Camisa Verde a cidade de Uberlândia contou com dois ternos Congo de Camisa Verde, fato ocorrido aproximadamente em princípios da década de 1960. Seu Custódio fica um ano parado, dança treze anos no Sainha e fica parado aproximadamente vinte anos até fundar o terno em 2002, ano em que sofre derrame cerebral. Os filhos de Seu Custódio dançaram no terno de Moçambique do “Seu Protássio”, quando moravam no bairro Tibery. Em 2002 o terno Congo Cruzeiro do Sul é registrado na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e começam os preparativos para organização do terno. Em 2006 é registrado no cartório ,quando saem pela primeira vez na festa de Nossa Senhora do Rosário com o terno montado. Os integrantes utilizam capa, bandeira e estandarte vinho, calça e sapatos brancos, camisa de cetim lilás.

A Capa em cetim possui uma longa franja branca e estrelas bordados à máquina em branco. Alguns soldados utilizam chapéus brancos com bordados em vinho. Entre os acessórios utilizados pelas meninas estão as luvas brancas e arranjos florais nos cabelos. Os soldados utilizam caixas chamadas de maracanã. O quartel do terno, que conta com cerca de 20 integrantes, fica no Bairro Dom Almir.

Congo São Domingos

José Herculano Cândido na cidade de Monte Santo, no sul de Minas Gerais. Vem para Uberlândia no dia junto com o pai Cândido Geraldo Ananias, o Tio Cândido. Tio Cândido pede transferência à Ferroviária Mogiana, onde trabalhava e se muda para Uberlândia em 1948. Em 1952 Tio Cândido e o filho Zezé começam a dançar no terno Congo Branco do Sr “Panamá”, cujo nome era Sebastião.. Na metade da década de 1960, José Herculano, o Zezé, fica doente e o pai fez uma promessa para Santa Ifigênia que se ele se curasse, eles fundariam um terno com o nome da santa para a família comandar. José Herculano melhora e em 1968 fundam o terno Congo de Santa Ifigênia. Dança durante oito anos neste terno e se muda para São Paulo. Volta para Uberlândia em 1978, dança no Congo de Santa Ifigênia até o ano de 2002. Em 2003 sai com o terno Congo São Domingos pela primeira vez. O terno São Domingos utiliza calça e sapatos brancos camisa e capa verde claro. Alguns utilizam chapéu coberto com tecido verde com aplique de renda branca e longas fitas de cetim coloridas amarradas ao chapéu. Os instrumentos usados são maracanã 24 e 26, surdão 20 e 22 surdinho 14 e 18, tarol 12, repilique 08 e 10 e chocalho. Três rainhas carregam três oratórios, um para cada santo: Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e São Domingos Sávio. O grupo conta com aproximadamente 90 integrantes e tem seu quartel no Bairro Jardim Brasília.

Congo de Sainha

O terno Congo de Sainha, fundado por José Rafael em 1950, é considerado o terno mais antigo da cidade, é o único terno de Congo que mantém uma estrutura tradicional e utiliza indumentária e instrumentos harmônicos tradicionalmente associados aos ternos de Congo. Os soldados utilizam “chapéu de coroa” e saiote azul sobre calça e camisa branca, com sapatos também brancos, as meninas utilizam vestido cor-de-rosa, meia-luva, adereços florais na cabeça e uma faixa saldando Nossa Senhora do Rosário. A indumentária feminina é padronizada, já a dos soldados mantém apenas o padrão e as cores, já que fica a cargo de cada soldado preparar seu “uniforme”. Muitos dançadores são adultos e idosos, não faltando a presença de jovens e crianças. Os instrumentos utilizados são sanfona, viola, violão, cavaquinho, pandeiro, chocalho e três bitolas de caixa. Os participantes do terno Congo de Sainha não pertencem à grupos unificadores, são integrantes das famílias dos seus fundadores, que desde o princípio não pertenciam à uma única linhagem familiar. Quando o terno é fundado na década de 1950, pelo José Rafael, o quartel do terno funcionava na casa que residia com a mulher, Dona Abadia, na Rua Emília Saraiva. Quando Dona Abadia falece, o imóvel é vendido. Há três anos o quartel passou a ser na casa da Dona Creuza, no Bairro Saraiva.

Congo de São Benedito

Segundo informações da madrinha auxiliar do Congo de São Benedito, o terno foi fundado pela família, sob o comando do “Sr Bombeiro” , em 2000. Antes de montar o próprio terno, o Sr. Bombeiro passou pelos ternos Camisa Verde e Congo Branco. Os soldados do Congo de São Benedito trajam calça branca, camisa marrom, faixa amarela capa branca com franja amarela, os capitães utilizam calça e camisa branca e capa marrom. Um dos capitães utiliza uma capa marrom com aplique de renda branca e franja de cetim branca, usa chapéu amarelo, com fitas verdes, laço de fita branca, gotas sintética azuis e cordões de miçangas verde, marrom, branca e amarela que encobrem todo o rosto e pendem até a altura dos ombros. O terno conta com aproximadamente 80 integrantes e tem seu quartel localizado no
Bairro Tibery.

Congo de Santa Ifigênia

O terno Congo de Santa Ifigênia, foi comandado por José João, o seu Zezão, até julho de 2007, quando faleceu. Segundo seu Zezão, o Congo de Santa Ifigênia começou a ser formado no dia 6 de setembro de 1975, seu José Rafael, capitão do terno Congo de Sainha, deu a primeira imagem de Santa Ifigênia para Seu Zezão, Siricoco, capitão do terno Moçambique de Belém também ajuda, apóia e incentiva Seu Zezão e Tio Cândido, a fundarem o terno Congo de Santa Ifigênia. Tio Cândido, também falecido, era designado pela Irmandade Comandante Geral da Festa do Congado em louvor à Nossa Senhora do Rosário. Apesar de sua estreita ligação com a Irmandade do Rosário, comparecendo todo domingo nas missas da Igreja do Rosário, tio Cândido era zelador de santo na tradição Omolokô, numa casa no bairro Roosevelt. Tio Cândido auxilia seu Zezão a fundar o terno Congo de Santa Ifigênia e se retira em 2002, fundando o terno Congo de São Domingos em 2003. Segundo, José Herculano Cândido, presidente e primeiro capitão do Congo de São Domingos, o terno Congo de Santa Ifigênia foi fundado por Cândido Geraldo Ananias, o tio Cândido, em 1968, como pagamento de uma promessa pela saúde do filho José Herculano. O terno Congo de Santa Ifigênia utiliza calça e sapatos brancos, camisa amarela faixa verde na cintura e capa verde com franja branca. Alguns soldados utilizam chapéus amarelos com bordados e com cordões de miçangas verdes que pendem encobrindo os olhos. Na frente do terno vão quatro garotas vestidas como rainhas, com vestidos brancos de mangas bufantes, com saia rodada e diversos saiotes de tule por baixo para dar volume à saia, tiara na cabeça, meia-luva. Uma das rainhas carrega um oratório com imagem de Santa Ifigênia, uma outra a bandeira do terno. O terno conta com aproximadamente 120 integrantes e tem seu quartel no Bairro Brasil.

Congo Prata

O Congo Prata é comandado por Vanderson da Silva, filho de Venceslanda da Silva e Valdivino Farias da Silva. Vanderson participou primeiro do Catupé do Martins (Congo Catupé de N. S. do Rosário e S. Benedito), pois seu pai era um dos capitães daquele terno. Aos 16 anos vai dançar no Marujo Azul de Maio, fica quatro anos e vai para o Congo de Camisa Verde, ficando mais quatro anos até fundar o terno Congo Prata no ano de 2003, a primeira aparição do terno acontece na festa de São Benedito em maio de 2004. Os soldados do terno Congo Prata trajam calça, camisa e sapatos brancos, capa de cetim prateada com bordado feito à maquina com representação de um terço com um perfil de mulher, no interior, elaborados com linha amarelo ouro, longa franja de cetim branca nas extremidades. Alguns soldados utilizam chapéus cobertos por cetim prateado com cordões de miçangas que pendem encobrindo os olhos, com detalhes bordados em amarelo ouro, outros utilizam lenço prateado amarrado na cabeça. As meninas da bandeira “modernizaram” a indumentária, introduzindo a calça, no lugar dos tradicionais saias e vestidos. Em 2004 usavam meia luva e faixa branca no cabelo, blusa amarela e macacão branco. Em 2006, as meninas usavam calça legue e camiseta e sandália de amarrar na perna brancas, lenço prata amarrado na cintura. Os instrumentos, fabricados pelo Tii Fii, o Enildon do Catupé Azul e Rosa, são as caixas bitolas 10 e 11 (repilique), 20 (surdo) 22, 24, 26 e 28 (maracanã) e o chocalho. O terno conta com aproximadamente 90 integrantes e tem seu quartel localizado no Bairro Martins.

Congo Verde e Branco

Silvio Donizete fundou o terno Congo Verde e Branco em 2000. Quando criança dançou no Congo Sainha no tempo do Seu José Rafael, tocando chocalho, acompanhava seu pai e seus irmãos. Quando Seu Custódio dirigia o Congo Camisa Verde, no episódio da existência de dois Camisas Verdes, Silvio era segundo capitão e Osmarão o terceiro capitão. Quando acaba o Camisa Verde do seu Custódio, Silvio e Osmarão resolvem montar o terno Congo Branco. Silvio Donizete conduz o terno Congo Branco durante dez anos. No ano 2000, funda o terno Congo Verde e Branco Os soldados utilizam calça, camisa e sapatos brancos, a capa também é branca com franja verde, alguma receberam apliques de bordado à maquina com linha amarelo ouro, além de faixa verde na cintura. Os instrumentos utilizados são maracanã, surdo e chucalho. O terno conta com aproximadamente 100 integrantes e tem seu quartel no Bairro Pampulha.

Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário (Marinheirinho)

O terno Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário, conhecido como Marinheirinho, segundo Antônia Aparecida Rosa, sua atual presidente, foi fundado por Elias Nascimento, na época da criação da Irmandade. Quando o terno foi fundado, era composto apenas por crianças que dançavam no terno até completarem 15 anos, quando havia um momento formal, uma cerimônia onde o soldado passava a integrar o Congo de Camisa Verde. Tradição lembrada, mas não mantida atualmente. Antônia está no terno desde a infância, quando o terno era dirigido por Paulo César e Selminha, pais de Flávio Adriano do Rosário Santo. Quando Antônia entra para o Marinheirinho, o terno já contava com a presença de adultos e a cerimônia de passagem para o Camisa Verde já não mais acontecia. O terno fica parado por diversas vezes, passando diversas pessoas pelo seu comando até o seu Adebrair, um antigo capitão de congado, resolver assumi-lo e convida D. Maria Aparecida Martins, a dona Dolores para ser a madrinha do terno. O terno sai durante dois anos sob o comando de seu Adebrair e fica desativado por mais quatro anos. Em 1986, dona Dolores reativa o terno e em 2005, Antônia passa a assumir o terno como presidente. O terno Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário, utiliza calça capa e sapatos brancos, camisa azul e faixa amarela. Alguns soldados utilizam chapéu forrado com tecido azul com aplique de renda branca e cordões de miçangas azuis que encobrem o rosto. Apesar de não realizar o trança fitas há anos, o terno continua a levar o mastro até a Igreja. O terno conta com aproximadamente 80 integrantes e tem seu quartel localizado no Bairro Santa Mônica.

Marinheiro de São Benedito

Segundo informações da madrinha do terno Marinheiro de São Benedito, o Marinheirão antes de ser comandado por sua família pertencia ao Seu Luiz, que morava no Bairro Martins. Seu Luiz passou o terno para o Seu Valdemar, morador do bairro Tibery, época em que Luizão e Selma começaram a dançar no Marinheiro de São Benedito. Seu Valdemar comandou o Marinheirão até uma apresentação que fizeram em 1970 no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, retornando o terno para Seu Luiz, do Martins, que passa para Luiz Carlos Silva, o Luizão. Em 1971, o terno Marinheiro de São Benedito, o Marinheirão passa a ser comandado pelos filhos de Dona Jessi Balbina Silva e José Pedro Silva. Trajando calça e camisa branca, faixa amarela amarrada na cintura com uma capa azul com um navio ou uma âncora bordado com lantejoulas prateadas, chapéu branco, com detalhes de lantejoulas e fitas de cetim, o Marinheirão realiza o ritual chamado de trança fitas. Após a apresentação do terno na porta da igreja, no domingo de manhã, os soldados do Marinheirão dançam e fazem diversos tipos de trança com fitas afixadas num mastro. Os instrumentos utilizados pelo terno são maracanã, repilique, bumbo, surdo e chocalho. O terno conta com aproximadamente 200 integrantes e tem seu quartel no Bairro Tibery.

Rosário Santo

O Congo Rosário Santo saiu pela primeira vez no ano de 2001 mas a apenas em 2004 se associam à Irmandade do Rosário. A família dos fundadores do terno de Congado Rosário Santo tem ligação consangüínea com fundadores do terno Congo de Sainha que é o terno mais antigo da cidade e também com os ternos Catupé Azul e Rosa e Congo Amarelo Ouro. O terno é composto por um grande número de jovens e adolescentes e suas apresentações são bem organizadas por seus capitães. O Rosário Santo é um dos ternos com maior número de participantes. A indumentária e o estandarte luxuosos do grupo chamam a atenção, os soldados do Rosário Santo utilizam calça, camisa e sapatos brancos, faixa de cetim azul amarrada à cintura. Um lenço quadrado de cetim azul com franjas de cetim branco nas extremidades, coroa bordada à máquina com linha branca, com uma das pontas dobrada sobre os ombros. Alguns soldados utilizam chapéus cobertos com tecido cetim azul com bordados elaborados com cordões brancos, gotas sintéticas, cordões de miçangas cobrindo os olhos. O terno tem aproximadamente 300 integrantes e tem seu quartel no Bairro Aparecida. O terno conta com aproximadamente 80 integrantes e tem seu quartel localizado no Bairro Tibery.

Catupé Azul e Branco de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

O terno Catupé Azul e Branco de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é originário de Salitre, com laços familiares ainda sólidos em Patrocínio. Walter Inácio, o patriarca fundador deste terno em Uberlândia, pertencia ao terno Catupé Azul e Branco, na cidade de Salitre, fundado por Sebastião Adão, tio de Walter e pai de Dona Jessi, matriarca do terno Marinheiro de São Benedito, o Marinheirão. O Catupé Azul e Branco do Salitre era conduzido, na primeira metade do século XX, por Júlio Inácio, irmão mais velho de Walter. Quando Júlio Inácio falece em 1958, Walter assume o bastão de capitão do terno. Em 1962 a família de Walter mudase para Uberlândia, sendo posteriorment seguida por vários outros parentes. Assim que a família Inácio chega a Uberlândia, montam um terno aqui para ir tocar em Salitre na festa que acontece no mês de setembro. Por volta de 1964, 1965 registram o terno em Uberlândia, repetindo o nome e as cores do terno de Salitre. O Catupé tem como responsável Sirlei Carmem Ribeiro e conta com aproximadamente 120 integrantes, com sede no Bairro Dona Zulmira. Terno Catupé Azul e Rosa Fundado e comandado pelo capitão Enildon em 1985, começa a desfilar em 1986. Enildon Pereira Silva, o Tifii – começou no Congado com um ano no terno Sainha, aos cinco anos foi para o Marinheiro de Nossa Senhora, o Marinheirinho,onde ficou até os sete anos. Marcio Oliveira, até então segundo capitão do Sainha, fundou o Marujo Azul e Branco em 1970 e deu ao Enildon o bastão de capitão de guia. O Marujo Azul e Branco só saiu pela primeira vez em 1976 e durou até 1981. No período de 70 a 76 Enildon ficou no terno de Sainha. No dia 8/9/1981 faleceu o capitão Marcio após primeiro dia de ensaio. Enildon volta para o Marinheirinho e pega o bastão de segundo capitão. Em 1983 vai para o Sainha casa com Dona Jane, bandereira do Sainha. Enildon passa a ser segundo capitão do Sainha. Em1984 vai para o Moçambique Branco.Em 1985 foi para o Marinheiro de São Benedito. Em 1986 sai pela primeira vez com o Catupé Azul e Rosa . Suas cores características o azul e o rosa,estão presentes em chapéus, capas, estandartes, acompanhadas do branco e do amarelo. As tonalidades dessas cores são variadas e se combinam na criação dos adereços. O Catupé Azul e Rosa conta com aproximadamente 100 integrantes, cujo quartel localiza-se no bairro Santa Mônica.

Congo Amarelo Ouro

O Amarelo Ouro é registrado em 1997,mas apenas em 99 o capitão Vander Martins Silva (Chefim) consegue ajeitar os instrumentos, estandarte, indumentária e sair com o terno.

O quartel do Amarelo Ouro era à princípio no bairro Saraiva. Em 2005 a sede do quartel passa a ser no bairro Progresso, na casa da avó de dois dançadores, mas os responsáveis planejam alugar uma quadra no Bairro Lagoinha para os dias da festa.

Os instrumentos utilizados pelo Amarelo Ouro (surdo, maracanã, repilique, e chocalho) foram confeccionados pelos próprios integrantes do terno. O Congo Amarelo Ouro conta com aproximadamente 50 pessoas e traz o amarelo e o branco como cores predominantes na indumentária e nos adereços. Os homens utilizam calça, camisa e sapatos branco, faixa de cetim amarela na cintura, uma capa bem comprida de cetim amarelo com bordados de miçangas com motivos florais, chapéu amarelo com bordado de miçangas e flores, com cordões de miçangas que pendem sobre o rosto. O bordado da capa e do chapéu fica a cargo do soldado que irá usá-lo, variando muito um do outro, sempre com riqueza de detalhes. O capitão que se traja todo de amarelo.

Congo Branco

O terno Congo Branco foi fundado em 1982 pelo casal Osmar e Marlene. Osmar dançou no Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário, depois passou para o Marinheiro de São Benedito e na sequência foi para o Camisa Verde. Depois de dois anos, Osmar e Marlene recebem a recomendação para reativarem o Congo Branco. Ao fundar o “seu” Congo Branco, Osmarão e Marlene levam consigo do Camisa Verde o oratório e a estrutura em madeira do estandarte. O terno de Congo Branco utiliza vestimenta branca, com capa verde. O chapéu tem a base verde com bordados brancos. Os instrumentos usados são o maracanã, surdo, ripilique e chocalho. O terno conta com aproximadamente 50 integrantes e tem seu quartel no Bairro São Francisco.

Marujos Azul de Maio

O Terno Marujos Azul de Maio foi fundado em 1982 e é comandado por Rubens Aparecido Assunção, o Rubiquinho, casado com Márcia Helena Aparecida Oliveira Assunção, filha de Dagmar Maria Coelho, presidente do Moçambique do Oriente e de José Mendes. Rubiquinho é membro da diretoria da Irmandade do Rosário desempenhando a função de Coordenador Geral. Os soldados do Marujos Azul de Maio trajam calça, camisa e sapatos brancos, capa azul claro com franja de cetim branca, alguns portam chapéu coberto por cetim azul com aplique de renda branca e longas fitas de cetim amarradas. O Marujos Azul de Maio geralmente é o responsável pela abertura do desfile da festa do Congado na manhã do domingo. Os membros da diretoria do terno fazem parte da diretoria da Irmandade do Rosário e participam ativamente da organização da festa. Possuem parentesco com os membros do terno Moçambique do Oriente e Congo Camisa Verde.

Moçambique de Angola

O Terno Moçambique de Angola foi fundado na década de 1960, por Pedro José da Silva, natural de Luz. Pedro era pai de Fernando Gomes da Silva e dançava no Moçambique do José Sebastião Ramos, o seu Precata. Quando funda o terno, Irene Rosa é uma das madrinhas, fornecendo a indumentária para os soldados. As refeições eram feitas na casa de Dona Maria Moleque próximo ao antigo quartel do Catupé do Martins. Quando seu Pedro falece no dia 08/07/1968, o comando do terno passa para as mãos do seu Charqueada (Geraldo Miguel) que era terceiro capitão. Seu Charqueada leva o terno para o bairro Patrimônio e muda o nome para Moçambique Pena Branca. Seu Fernando dança no terno Moçambique Pena Branca como capitão até o ano de 2003. Em 2004 o terno Moçambique de Angola é retomado por Fernando Gomes da Silva. Os soldados do terno Moçambique de Angola utilizam indumentária toda branca, com saiote sobre a calça e lenço amarrado à cabeça, variando alguns soldados que acrescentam faixas azuis. O terno tem aproximadamente 50 integrantes e tem seu quartel no Bairro Daniel Fonseca.

Moçambique de Belém

O Moçambique de Belém foi fundado em 1971 por Manuel Saturnino Rodrigues, o Siricoco. Antes de montar o Moçambique de Belém, Siricoco pertenceu ao Moçambique do Miltão, que durou apenas três anos. Siricoco também foi componente do terno Congo de Sainha, além de ser tesoureiro da Irmandade do Rosário. Siricoco faleceu em 02 de outubro de 1990, passando a coroa e o bastão de capitão aos filhos Ramon Rodrigues e Saturnino Rodrigues, o Satu.Os soldados do Moçambique de Belém usam camisa de cetim de manga comprida verde, calça e sapatos brancos. Alguns utilizam duas faixas brancas cruzadas no peito com saudações a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Uns portam uma coroa em verde e branco, elaborado com arco de barril (fita de zinco), papelão, cetim, marabô branco e verde. Outros utilizam toalha branca amarrada à cabeça e alguns seguem com a cabeça descoberta, com a toalha no ombro. O Capitão se diferencia por se trajar todo de branco e utilizar faixas amarelas. As meninas utilizam calça e blusa comprida completamente em caqui, com faixa azul em cima do ombro direito atravessado em direção ao lado esquerdo da cintura. Luvas de renda, sapatos e enfeite floral na cabeça em branco. Os soldados são dispostos formando alas de acordo com o instrumento tocado: gunga, patangonga, caixas.

Moçambique do Oriente

O terno Moçambique do Oriente foi fundado em 1983 por José Mendes de Oliveira, filho de Teófilo Francisco Nascimento, que era vice-presidente da Irmandade do Rosário. José Mendes saia como capitão no terno Congo de Camisa Verde e quando funda o terno, José Mendes recebe o auxílio dos capitães José Inocêncio, Baltazar, Belchior e Belchiorzinho que participavam da Folia de Reis. Quando da sua fundação os soldados usavam saiote verde e quepe da marinha. Os soldados do terno Moçambique do Oriente utilizam calça e camisa branca, uma faixa verde e outra cor-de-rosa se cruzam no peito e nas costas, alguns soldados usavam saiote verde e quepe da marinha, outros substituíram o quepe por lenço branco ou verde amarrado à cabeça. O Gaspar, irmão do segundo capitão Baltazar, segue à frente do terno carregando uma espada. Os instrumentos utilizados são gunga, patangonga, caixas. Vários soldados portam bastões, alguns fumam cachimbo. O terno tem aproximadamente 80 integrantes e tem seu quartel no Bairro Roosevelt.

Moçambique Estrela Guia

O terno Moçambique Estrela Guia é fundado no dia 02/01/2002,saindo pela primeira vez na festa de novembro de 2002. A formação do capitão Malaquias começa no Moçambique Branco, comandado pelo seu Protácio, quando este terno acaba, vai para o Moçambique de Belém do seu Siricoco. Na juventude, para se aproximar daquela que seria sua esposa, Iara Aparecida, bandeideira do terno Marujos Azul de Maio, Malaquias vai para este terno. Depois dança como capitão do terno Congo Branco, retorna para o Moçambique de Belém fica mais dois anos até fundar o terno Moçambique Estrela Guia.

Os soldados do Moçambique Estrela Guia utilizam calça e sapatos brancos,camisa laranjada, coroa com fitas de cetim pendentes sobre os ombros. O capitão se diferencia por trajarse todo de branco. Em 2006, as bandeideiras com blusas e saias longas brancas traziam lenço laranja amarrado à cabeça, as madrinhas se diferenciavam por portarem bolsas laranjas atravessadas sobre os ombros. O terno tem aproximadamente 200 integrantes e tem seu quartel no Bairro São Jorge.

Moçambique Princesa Isabel

O terno Moçambique Princesa Isabel pertenceu ao Tomico, Nestor Vital da Silva, que passou a comandar o terno ainda muito jovem. O Moçambique Princesa Isabel ainda mantém seu quartel no bairro Patrimônio, pois a mãe de Nestor, Dona Maria Abadia, ainda reside no local. O terno Moçambique Princesa Isabel também é conhecido como Bombinha. Assim como os ternos mais antigos, a indumentária dos soldados inclui um saiote, mas o saiote do Moçambique Princesa Isabel é em alguns casos parte da blusa (casaca). Tem outra característica comum aos ternos mais tradicionais que é a variedade de tonalidades, tecidos, e adereços da indumentária dos soldados, o elemento comum identificador é o saiote azul e branco. Apenas as bandeireiras possuem uniforme, que geralmente também utiliza as cores azul claro e branco. Utilizam gungas patangoma e caixas e trazem uma moça com vestido branco, simbolizando a Princesa Isabel, logo depois das virgens com as bandeiras. O terno tem aproximadamente 100 integrantes.

Moçambique Guardiões de São Benedito

Valdir Carlos Raimundo, que é o 1º Capitão e presidente do Moçambique Guardiões de São Benedito, começou a dançar no terno de Sainha aos 13 anos, tocava chocalho, ficou cinco anos e parou. Depois dançou três anos no Moçambique do Miltão, era dançador de gunga e bastão, ficou com Miltão até que este terno se extinguisse. Quando o Moçambique do Miltão acabou o Siricoco fundou o Moçambique de Belém e seu Valdir foi dançar com ele, onde era 2º Capitão. Valdir e os filhos ficaram no Moçambique de Belém até o ano de 2000, quando saem para fundar o Moçambique Guardiões de São Benedito. Ficaram três anos com o Moçambique Guardiões de São Benedito parado até saírem pela primeira vez com o terno em 2004. O Moçambique Guardiões de São Benedito homenageia São Cosme e São Damião na sua indumentária, trajando calças brancas e camisas cor-de-rosa. Segundo seu Valdir, as crianças foram as primeiras integrantes do terno, por isso resolveram colocar a cor rosa como identificadora do terno. Trazem duas espadas simbolizando o poder de cortar as energias negativas que venham em direção aos componentes do terno e também fazem referencia ao orixá Ogum. Em uma almofada conduzem duas coroas de contas de lágrima em referencia aos Pretos Velhos Maria Conga e João Congo, que segundo a Mãe de Santo Andréia Raimundo, são os responsáveis pela firmeza do terno.

Moçambique Raízes

O Terno Moçambique Raízes foi fundado em 2004 por Claudiomiro Ramos da Silva, o Cláudio. À época, Cláudio recebeu apoio do Pico e do Rubiquinho. Antes de montar o Terno Moçambique Raízes, Cláudio havia passado pelo Moçambique Princesa Isabel, Catupé do Martins, retornou para Moçambique Princesa Isabel, pra depois montar o Terno Moçambique Raízes. Recebe apoio de Neirimar da Silva, capitão de caixaria, diretor do Grupo de Percussão Tabinha, integrante da bateria da Escola de Samba Tabajaras, com passagem pelos ternos Moçambique Princesa Isabel, Catupé do Martins e Moçambique Pena Branca. A madrinha do terno Dona Didi, Nilda Maria da Silva veio de Formiga e é prima de Dona Mariinha, do Catupé do Martins. Dona Didi foi cozinheira no Catupé do Martins e madrinha do Moçambique Pena Branca. O Terno Moçambique Raízes utiliza indumentária branca com faixas verdes, os soldados usam saiotes e lenço amarrados à cabeça, três mulheres com peneiras com sementes seguem à frente do estandarte. O terno tem aproximadamente 100 integrantes e não tem quartel definitivo.

Moçambique Pena Branca

O terno de Moçambique Pena Branca, tinha como integrante até agosto de 2007, o congadeiro mais antigo de Uberlândia, Geraldo Miguel, o seu Charqueada, nascido em Cruzeiro da Fortaleza. Posteriormente muda-se com a mãe e 3 irmãos para Ibiá. Seu Charqueada saiu de Cruzeiro da Fortaleza com três anos e foi criado em Ibiá, começou a dançar no Moçambique de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário que era comando pelo Francisco de Oliveira. Nesse terno seu Charqueada era dançador de gunga e de bastão. Seu Charqueada vem para Uberlândia em 1928.No início, o terno Moçambique Pena Branca chamava-se Moçambique de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário e era do tio do Seu Charqueada, o Sebastião Apricho, que morava no bairro Roosevelt. Seu Charqueada pegou o terno com 90 anos. O nome Pena Branca foi dado em 1959. O atual primeiro Capitão do Moçambique Pena Branca é o filho mais velho do casamento do seu Charqueada com Maria Luíza Miguel, Luiz Carlos Miguel – o Pico. Os soldados do Moçambique Pena Branca utilizam indumentária toda branca: calça, saiote, camisa de manga comprida, lenço amarrado na cabeça com pena presa ao nó. Seu Charqueada usava um saiote com duas faixas de cetim aplicados sobre o tecido branco, uma verde, outra azul, além de cajado quase da sua altura. Os instrumentos utilizados são: gunga, patangoma, surdinho de repique ou bumbo. Seu Charqueada dizia estar faltando o reco-reco, que era feito em bambu com aproximadamente 1,20m, a sanfona a cuíca, os antigos tocadores destes instrumentos faleceram e não deixaram nenhum soldado preparado para continuar a tradição. O terno tem aproximadamente 60 integrantes e tem seu quartel no Bairro Canaã.

*Secom PMU, com textos em resumo extraídos das fichas de Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Uberlândia, elaborados pela cientista social Fabíola Benfica Marra reunidas na publicação “O Congado em Uberlândia – Fé, Tradição e Resistência” realizado pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

Fonte: Página Cultural

 

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