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(Banco Mundial)O projeto do Banco Mundial e do Japan Trust Fund Oportunidades Iguais para as Comunidades Quilombolas do Nordeste do Brasil permitirá que comunidades quilombolas lutem por melhores políticas públicas. O projeto tornou isso possível por meio de cursos e seminários que ajudaram a formar e fortalecer as lideranças locais.

Três anos após o início do projeto, as comunidades atendidas estão aptas a criar seus próprios projetos de agricultura e artesanato, captar recursos e buscar assistência técnica na implementação.

A iniciativa busca elevar o nível de vida de 15.750 famílias em três estados: Bahia, Ceará e Pernambuco. Até agora, a iniciativa ajudou a fundar 52 associações quilombolas nesses estados.

“É muito importante que essas comunidades formem associações. Quando os territórios quilombolas são reconhecidos como tais, a titulação da terra é dada não a uma pessoa, mas à associação”, explica Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro na Fundação Palmares, ligada ao Ministério da Cultura.

Um dos principais desafios para essas populações é vencer o isolamento. “Foram feitas consultas com os quilombolas durante a fase de estruturação do projeto e eles sempre se referiam à internet como uma ferramenta fundamental. A web daria às comunidades acesso a múltiplas fontes de informação”, comenta o especialista em salvaguardas sociais Alberto Costa, do Banco Mundial.

O projeto inclui a construção de 15 centros multiuso conectados à internet nos três estados e um já está em funcionamento no Ceará. Enquanto os demais são construídos, as gerências locais do projeto buscam encontrar serviços de internet capazes de alcançar as comunidades.

O governo brasileiro estima que existam aproximadamente 3 mil comunidades quilombolas no Brasil, com 300 mil famílias.

Fonte: Portal Africas