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Integrantes da ONG Educafro, que luta pela inclusão de negros nas universidades públicas e particulares, iniciaram um protesto na manhã desta terça-feira (13) na reitoria da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” (Unesp), no Centro de São Paulo. Eles pedem que a instituição adote políticas de inclusão de alunos negros e brancos pobres. Como forma de protesto, cinco pessoas se algemaram às catracas de entrada do prédio e iniciaram uma greve de fome.

“Nós queremos que a Unesp adote um método de inclusão de negros e bancos pobres que até pode não ser o de cotas, mas que seja eficiente”, disse frei David Santos, um dos fundadores da ONG. Segundo ele, os integrantes do grupo vão ficar algemados até o reitor garantir que vai conseguir aprovar um método de inclusão. “O prazo que estamos dando é até 30 de novembro, que é o mês de Zumbi dos Palmares.”

Em 2011, um protesto semelhante foi organizando pela Educafro na Unesp, que apenas terminou após integrantes da ONG e da instituição de ensino se reunirem e entrarem em acordo em relação a um prazo para o estabelecimento dos métodos de inclusão. Segundo frei David, porém, um ano se passou e o prazo não foi cumprido.

Segundo a assessoria de imprensa da Unesp, o protesto da ONG “ocorre justamente num momento em que o governador do Estado de São Paulo chamou recentemente os reitores de USP, Unesp e Unicamp demandando uma ação rápida na questão de um plano de inclusão”. De acordo com a universidade, as instituições de ensino já estão se reunindo para atender a demanda.

Negros e pobres na universidade
Segundo frei David, entre os dez cursos mais concorridos da Unesp, oito tem 0% de negros estudando. “Isso é inaceitável. Esse não é Brasil que nós queremos”, comentou. De acordo com a universidade, porém, 41% dos matriculados nos cursos de graduação da Unesp em 2012 são oriundos de escola pública. Quanto à cor de pele, 18,9% se declararam pretos, pardos ou indígenas – sendo que 13,5% se dizem pardos; 3,2%, pretos; e 0,2%, indígenas.

No início da tarde desta terça, a Unesp afirmou que vai marcar uma reunião com frei David para tratar sobre os métodos de inclusão e sobre o protesto na universidade.

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Fonte: G1

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