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Em pleno mês da Consciência Negra, a leitora Fabiana da Conceição Bezerra, graduanda em Psicologia pela Univasf, relata no artigo abaixo uma situação lamentável de racismo da qual um familiar seu foi vítima.

O fato, que ela faz questão de externar no Blog, mostra que atitudes como essa infelizmente não são raras no Brasil do novo milênio.

Confiram:

Prezado, gostaria de externar, por meio do seu Blog, uma situação vexatória de racismo vivida por uma pessoa da minha família na última terça-feira, nas proximidades da feira livre de Juazeiro. Meu cunhado (que é negro) passava no local por volta de 23 horas de bicicleta e com um capacete na mão. Foi abordado por guardas municipais e revistado pelos agentes, que de forma truculenta indagaram a respeito da origem do capacete que meu cunhado trazia.

Ele respondeu que era o dono do capacete e os guardas municipais perguntaram agressivamente se ele era ladrão de moto. Após essa sessão bárbara de humilhação e constrangimento, liberaram meu cunhado, que é um educador do Estado de Pernambuco e constantemente passa por situações semelhantes quando é revistado.

Ele (ao contrário de mim) já se acostumou com tal situação, mas EU NUNCA PERDEREI MINHA CAPACIDADE DE INDIGNAÇÃO COM RELAÇÃO A SITUAÇÕES COMO ESSA!

Estamos vivendo o NOVEMBRO DAS CONSCIÊNCIAS NEGRAS. É necessário rever conceitos e preconceitos dessa sociedade hipócrita e preconceituosa.

“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”. (Bob Marley)

Fabiana da Conceição Bezerra/Graduanda em Psicologia-Univasf

Fonte: Blog de Carlos de Britto

 

 

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