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Intolerância religiosa: quando uma pessoa não admite, a ponto de desrespeitar, a religião de outro ou quando há desentendimento sobre o aspecto de suas doutrinas.

Evento de umbanda apresentou os costumes da religião em Volta Redonda

Valdeci de Oliveira, o Biro, é coordenador do Cebi (Centro de Estudo Bíblico de Volta Redonda), e vê de perto toda a dificuldade gerada pela descriminação ou preconceito.

– Em Volta Redonda temos representantes de diversas denominações religiosas que por receio ou medo de serem descriminados, preferem não aparecer em eventos sociais de cidade. Temos representantes da religião Judaica, como também, muçulmanos e seguidores de religiões africanas que não manifestam seus costumes e tradições em seus trajes típicos, com receio de serem rejeitados – declarou.

Segundo Biro, o Cebi prega a tolerância entre os grupos religiosos, defendendo o diálogo entre os grupos. Preocupado com o desrespeito às religiões em Volta Redonda, o Cebi está começando a realizar reuniões com diversos representantes de entidades religiosas para discutir sobre este tema.

– Temos que trabalhar a mediação para que todos vivam em paz e harmonia. Hoje temos um grande apoio por meio do bispo da diocese de Barra do Piraí/Volta Redonda, Dom Francisco Biasin, que está pregando o diálogo religioso entre os povos – completou.

Biro acredita que as religiões africanas têm sofrido mais intolerância ultimamente, e com o aumento dos evangélicos na região esta rejeição tem se tornado mais visíveis, muito em razão da falta de informações.

Em Volta Redonda, o Cebi tem se aproximado desses grupos para tentar conversar e entender a proposta de cada um.

– Por enquanto o nosso grupo tem mais membros da religião Católica, mas estamos tentando fazer uma unidade entre os grupos religiosos, por isso procuramos conversar com escolas e universidades junto aos professores de história para tentar esclarecer sobre as diferentes denominações religiosas – concluiu.

Preconceito também ao Candomblé

Na opinião da advogada Márcia Meirelles, candidata a iniciação no Candomblé, chamado de Abian, a religião do Candomblé é muito mais mal vista em razão de algumas ações e costumes de descendência africana. Segundo ela, entre estes costumes está o sacrifício de animais durante os cultos, que para muitos leigos estariam ligados a ações demoníacas, o que não é verdade; além de ações como raspar os cabelos, se vestir de branco e se abster de alguns alimentos, que também não são bem vistos, apenas por preconceito.

– Acredito que a falta de informações das pessoas sobre o Candomblé é uma das principais razões dessa discriminação. E apesar de termos os banhos e sessões de purificação, cuidamos do corpo astral para que as pessoas possam ter um equilíbrio. Com relação aos trabalhos feitos por alguns contra terceiros, são considerados atitudes de irresponsabilidade e não é aceito pela grande maioria dos membros que consideram manipular uma energia sagrada contra outra pessoa um ato incorreto e insano – explicou.

Os representantes do Candomblé sempre têm procurado promover discussões com outras religiões para esclarecer sobre o significado de suas doutrinas e ações.

– Tenho conversado com membros do Cebi para elaborar ações e projetos para esclarecer de forma educativa sobre o Candomblé e mostrar que o nosso trabalho não é prejudicial a ninguém – apontou, acrescentando que eles já têm trabalho com a UFF (Universidade Federal Fluminense de Niterói) através do núcleo de antropologia.

Fonte: Diário do Vale

 

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