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No primeiro ano em que foi comemorado oficialmente o Dia Nacional da Umbanda, celebrado no dia 15, adeptos da religião, de origem afro-religiosa, se reuniram em Belém para discutir as conquistas do grupo depois que a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que decreta a data comemorativa no Brasil. O encontro aconteceu na Seara de Umbanda Oxum de Mãe Inês, localizado na Cidade Velha, mas a programação que acontece até o dia 25, e deverá ser realizada também em diversos locais da capital paraense.

Segundo a dona da casa, Mãe Inês Rodrigues, apesar da celebração, o dia também foi de reflexão já que o preconceito e a intolerância religiosa continuam sendo o maior desafio para os praticantes da umbanda. “Nossa luta é por uma mudança do olhar da sociedade sobre a Umbanda e as religiões de matriz africana de modo geral, pois ainda somos constantemente associados à maldade, quando na realidade o que pregamos, fundamentalmente, é a paz e o amor ao próximo já que Deus é um só”, explica.

A data também marcou os 104 anos da umbanda no Brasil. E apesar de ser comemorado todos os anos, apenas em maio de 2012 é que a Lei 12.644, assinada pela presidente Dilma Rousseff, instituiu oficialmente a celebração no País. “Essa lei já é uma vitória, um reconhecimento do nosso trabalho, mas ainda é preciso conquistar o respeito das pessoas”, diz Mãe Inês.

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Em Belém, estima-se que existam em torno de três mil casas de Umbanda em funcionamento. Apesar do número, o preconceito religioso tem afastado as novas gerações das religiões de matriz africana. Segundo a “Mameto de Inquice” (mãe-de-santo no Candomblé) Kátia Haddad, que também participou como pesquisadora do livro “Cartografia social dos Afro-religiosos em Belém do Pará”, lançado recentemente na Feira Pan-Amazônica do Livro, o desafio é combater os paradigmas instituídos. “Macumbeiro e feiticeiro são apenas alguns termos pejorativos utilizados. Diante disso, é possível constatar uma ignorância pela falta de conhecimento que influencia até mesmo esta autoafirmação da fé.

Muitos têm vergonha de se assumir. Sem contar o problema de reconhecer as casas como espaços religiosos legítimos”, diz a Haddad.O livro faz um mapeamento dos terreiros da zona metropolitana de Belém. A publicação que tem o financiamento do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estará disponível nas Universidades e bibliotecas da rede pública de ensino. “Foram analisadas casas tradicionais da cidade, que funcionam há 30 anos, e que mantêm sua identidade. O objetivo é que mesmo para quem não pratique a afro religiosidade tenha a oportunidade de conhecer”, afirma a pesquisadora.

Fonte: Amazônia

O 2º dia das comemorações à lei que institui o dia nacional da Umbanda

Realizou-se no dia 17/11/2012 no Terreiro de Umbanda de Jurema e José Tupinambá no bairro da sacramenta,o segundo dia de comemorações a Lei 12.644 que institui 15 DE NOVEMBRO o DIA NACIONAL DA UMBANDA.o Terreiro de Umbanda de Jurema e José Tupinambá pertence a saudosa Mãe Marina,uma das fundadoras do Festival de Yemanjá aqui no Pará,a agenda faz parte de um ciclo de debates do Evento “UMBANDA DE TODOS NÓS-CONHECER É RESPEITAR! Evento pensado por MAMETU KÁTIA HADAD,sacerdotiza de matriz africana e filha biológica da também MAMETU DE INKICE NAZARÉ ANDRADE (MAMETU AZAUENAN) Matriarca e também fundadora do Festival de Yemanjá no Pará,falecida em setembro de 2008.

O assunto aborda do neste dia foi justamente sobre “Vivências e Saberes-Memórias do Festival de Yemanjá”,sob forte emoção Mametu Kátia Hadad abriu o evento:”- saudando as Matriarcas Fundadoras do Festival,e deixou como registro seu amor e respeito a Umbanda e aos Umbandistas,disse ainda ,que o Festival de Yemanjá é uma família,mas,que com a partida de suas fundadoras corre o risco de acabar,o que seria lamentável,pois se tratava de um evento sólido de 40 anos,construindo ainda sob os escombros da ditadura militar,sob a perseguição velada da polícia e dos cristãos de várias igrejas,e que a fé inquebrantável das Matriarcas do Festiva,tinham resistido,e se firmado ao longo dos anos,até o instante final de suas vidas,o que só reforça a legitimidade do Festival de Yemanjá,suas verdadeiras origens e seus legados,que fazem com que fique lapidado na História a Umbanda Do Pará”,disse Mametu Kátia Hadad. 

A roda de conversa no segundo dia das comemorações do Dia Nacional da Umbanda,também contou com a presença de Autoridades Afro Religiosas e de integrantes da UEPA do Curso Ciência da Religião através do GERMA-GRUPO DE ESTUDOS DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA NA AMAZÔNIA,parceiro,apoiador e coordenador junto com a KONZENZALA(Nome ritualístico do espaço de Mametu Kátia Hadad) do Evento. Profª Dra. Taissa Tavernard,Profº João Simões(autor da dissertação”Uma rosa à Yemanjá),alunos da UEPA/GERMA,Lideranças Religiosas de Castanhal,simpatizantes,também estiveram presentes. SARAVÁ A UMBANDA DO BRASIL!SARAVÁ A UMBANDA DA AMAZÔNIA!A UMBANDA DO PARÁ! SARAVÁ A UMBANDA DAS SAUDOSAS MÃES DO FESTIVAL DE YEMANJÁ:MARINA, CELINA, LUCIMAR, NAZARÉ, MARINETE, ODIZA, EDITH, RAIMUNDA E ZENAIDE.SARAVÁ A” UMBANDA DE TODOS NÓS-CONHECER É RESPEITAR.

Fonte: SAUSB-Seara Assistencial de Umbanda São Benedito-Castanhal/PA.

 

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