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Com mais da metade da população de negros (pretos e pardos), o Estado do Rio de Janeiro comemora o Dia da Consciência Negra, celebrado nesta terça-feira, com atividades logo cedo. O primeiro evento é a tradicional lavagem do Monumento Zumbi, na capital, para o fim de semana, se esperam shows de música, mostra fotográfica, sessões de cinema e festas nas comunidades quilombolas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51,7% da população do Rio é formada por negros.

As comemorações na capital começam na Praça XV, em volta da estátua de Zumbi, símbolo da resistência à escravidão. Com a participação de religiões de matriz africana, a lavagem do monumento será feita pelo afoxé Filhos de Gandhi, Estrela de Oya, com a presença de rodas de baianas, de capoeiras e da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel.

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Fotos: Agência Brasil/Gabriel de Paiva (O Globo)/ Guilherme Pinto (Extra/O Globo)

As atividades seguem pela zona portuária, onde os pesquisadores estimaram o desembarque de cerca de 1 milhão de negros escravizados na África, no Cais do Valongo. Recuperado durante obras de revitalização, o local recebe o projeto Herança Africana – Intervenções Urbanas no Caminho do Porto, com mostras ao ar livre em todo o bairro.

O destaque é um roteiro audiovisual sobre a história da cidade, desde a chegada dos navios negreiros até os dias de hoje, com fotos, vídeos e espetáculos teatrais na Pedra do Sal, no Largo da Prainha e nos Jardins Suspenso do Valongo. A ideia é homenagear também as personalidades que passaram por ali, como o músico Heitor dos Prazeres.

Shows da artista caboverdiana Lura, da nigeriana Nneka e da rapper americana Missy Eliot estão previstos no Festival BacktoBlack – que faz uma ponte entre a música brasileira e africana – de sexta-feira (23) a domingo (25). Também haverá debates sobre o apartheid (regime de segregação racial na África do Sul), sobre o papel da mulher na literatura e a influência do samba na literatura.

No interior do Estado, a programação segue nas comunidades quilombolas. Em Magé, no norte fluminense, será lançado o documentário Maria Conga – Orgulho de Ser Quilombola, sobre a própria comunidade. Em Búzios, no litoral sul, a comunidade Maria Joaquina faz exibição de fotos; em Paraty, Campinho organiza uma grande festa, assim como Marambaia, na mesma região.

Na Baixada Fluminense, em Nova Iguaçu, será escolhida a musa negra estadual. Segundo o IBGE, o Estado mais negro do Brasil é o Pará (76,7%), seguido da Bahia (76,2%) e do Maranhão (76,2%). O Rio está na 22ª posição no ranking.

Clique na imagem para assistir o Vídeo (Bom dia Rio/Globo)

Fonte: Terra Noticias

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