Tags

, , , , , , , , , ,

O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança – realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX. A partir da década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba no estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que hoje é patrimônio brasileiro.

Imperdível: longo e meio lento, no início, mas em seguida engrena e mostra uma visão e uma história inteiramente nova, pelo menos para mim, sobre o processo como se deu a diáspora no RS e toda a sua influência sobre o que normalmente se considera “cultura gaúcha”, começando pela ligação da “charqueada” com os Orixás… As lutas, as guerras, o positivismo “embranquecendo” a História! Como diz a música final, cantada enquanto os “créditos” (aquela coisa que desaprendemos a ler no final dos filmes, as luzes já acesas para a próxima sessão), “A escravidão/ a cidade esquece/ purga e cala!”. Confesso que não consegui ir até o fim sem chorar. Importantíssimo!!! TP.

Fonte: Combate ao Racismo Ambiental

Anúncios