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Na sua coluna na UEFA.direct, a publicação oficial da UEFA, o Presidente da UEFA, Michel Platini, fala da campanha para eliminar em definitivo o racismo do futebol.

Como tem sucedido em todos os Outonos desde há 11 anos, durante o mês de Outubro tiveram lugar um pouco por toda a Europa vários eventos com o intuito de fazer crescer a consciencialização sobre os problemas do racismo, da intolerância e da discriminação. Estas semanas de acção são iniciativas da nossa parceira, a rede FARE (Futebol Contra o Racismo na Europa). Ao longo dos anos, a dimensão destes eventos foi crescendo, espalhando-se pelos quatro cantos da Europa e ganhando mais seguidores, o que é extremamente encorajador.

Porém, continuam a ter lugar nos estádios europeus, de tempos a tempos, incidentes aterradores que mostram que esta luta contra essa praga que ensombra o futebol está longe de ser vencida e que é praticamente impossível erradicá-la por completo.

Seria pretensioso por parte do futebol pensar que era capaz de acabar com o racismo, sendo bem-sucedido onde religiões e governos ainda não conseguiram ter êxito até agora, apesar das suas melhores intenções, tal é a natureza quase inata do mal existente dentro de certos indivíduos.

E não se trata de uma questão de pregar sermões sobre a questão: o mundo do futebol nem sempre é suficientemente virtuoso para que os seus líderes se sintam em posição de dar lições sobre moralidade.

Por outro lado, o futebol é imensamente popular em todos os cantos da sociedade, o que lhe oferece não só a oportunidade mas igualmente a responsabilidade de tentar ajudar a tornar o mundo num mundo melhor.

Como foi dito tantas vezes no passado, o futebol é, acima de tudo, um desporto e, em particular, transmite valores como o espírito de equipa, as virtudes do trabalho árduo, o sentido de responsabilidade e o respeito – respeito pelas Leis de Jogo, pelo árbitro, pelo adversário, pelos colegas de futebol e pelo próprio.

Nesse contexto, não há nos estádios de futebol espaço para qualquer tipo de discriminação. Vamos, por isso, continuar a lutar contra ela de forma incansável, com toda a nossa força, juntamente com os nossos parceiros e com todos aqueles que, como nós, acreditam que a diversidade nos torna mais ricos e não mais pobres.

Fonte: A UEFA / Geledes

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