Tags

, , , ,

229474_1843377796442_2002737_n
Branca, olhos verdes, cabelos castanhos, cacheados, magra (na marra), e um histórico etnico invejável.
Sou bisneta de negro com branco por parte de mãe e por parte de pai é índio, negro, branco… Uma miscelânea de lascar! Deus me livre de Hitler vivo hoje vindo dar uma voltinha no Brasil!
Mas nem é sobre etnia que quero falar. Eu quero é falar de raça, de força, da coragem e de on

de ela vem. independente da cor da minha pele e do meu DNA miscigenado, quero falar do tutano necessário para se fazer vivo no mundo.
Admiro as lavadeiras de Araçuaí, as africanas, as índias, os nordestinos que vivem quase na miséria e sobrevivem numa realidade surreal, o pessoal da limpeza pública, o povo que mora no morro e sobe mais de 200 degraus com material de construção nas costas, os grandes pensadores, os amantes abandonados que com raça vencem a doença do amor…
De onde vem a força, a raça, a garra? O que nos move para darmos além das nossas capacidades físicas? Já diz o ditado: Deus dá o frio conforme o cobertor e não dá um fardo o qual não se possa carregar.
Tenho esperança o tempo todo. Sou uma pessimista nata, mas tenho esperanças quando abro a porta da varanda da minha casa e vejo o sol refletido nas águas do mar, mesmo sabendo que horas mais tarde sairei para o trabalho e encontrarei lá fora todos os tipos de mazelas humanas.
Prefiro acreditar que fazemos nossas escolhas e há mais luxo que lixo para revirar no mundo. E eu estou aqui, buscando o que vale, porque tirando o que não presta, estou sempre bem.
É com raça, força, garra e fé nos Minkisi que vou além. “E ainda que as janelas se fechem meu Pai, é certo que amanhece.”

PS: Não estou com vontade de desfiar um assunto com coerência ou escrever sobre coisas, dando opiniões que pareçam inteligentes. Meu cérebro hoje está chispante e meus pensamentos misturados. Estou com saudades da minha avó Maria, com vontade de esquecer algumas coisas e preparada para reciclar o lixo.

Voltando a ser pensante.

Anúncios