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Na última terça-feira, 22 de janeiro, foi inaugurada na Vitrine Cultural uma exposição com o histórico das Festas de Iemanjá na cidade de Guaíba, no Rio Grande do Sul. Foram expostos também alguns objetos, utensílios, ervas e métodos divinatórios do Candomblé de Angola. O Terreiro Estrela do Oriente (Manso Nonoxi Bikumbi diá Tunda), fundado por Mãe Arlete (Mam’etu Samba diá Maza), promove as Festas de Iemanjá há 35 anos, na Praia da Alegria, em Guaíba. É um legado cultural deixado pelos nossos antepassados negros que, na impossibilidade de cultuar suas divindades, tiveram que fazer o sincretismo das suas divindades do mar (Iemanjá, Samba Kalunga, Kaiaia, Kukuetu), oriundos das mais diversas etnias (yorubá, ketu, angola, congo, jeje), com Nossa Senhora dos Navegantes.

No Candomblé de Angola, Iemanjá é sincretizada com Samba Kalunga, Kukuetu, Kaiala e Kaiaia, divindades do mar, grandes mães muito conhecidas no Brasil. Nosso terreiro é de Samba Kalunga, Nkisi (energia) de Mãe Arlete. Samba Kalunga vem do quimbundo “Samba”, que significa cortesã, dama da corte, acrescida de “Kalunga”, que é o mar, formando a expressão “rainha do mar”, “dama do mar”.

Nosso terreiro foi fundado pela Umbanda, na década de 70, religião que Mãe Arlete sempre respeitou e amou. Ela foi iniciada no Candomblé de Angola só em 1979 e, em respeito a isso, todas as terças-feira tocamos sessões de Umbanda. Durante o ano realizamos as típicas obrigações e festas para as divindades que cultuamos no Candomblé, em dias distintos por se tratarem de cerimônias completamente diferentes.

Endereço da Vitrine Cultural: Rua Quatorze de Outubro, nº 313, Guaíba – RS – Ao lado do Cipreste e da casa do Gomes Jardim, ambos símbolos da Revolução Farroupilha.

A exposição estará disponível para visitas, gratuitamente, até o dia 11 de fevereiro. O horário de funcionamento da Vitrine Cultural é das 10:30 às 17:30. Contamos com a presença de todos.

“Iemanjá é a água que não se prende, é a água que se estende na amplidão, que une os povos. É o espelho do mundo, que reflete todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobretudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um. Iemanjá sintetiza o instinto de mãe – não aquela que dá à luz, mas a que está ligada à educação dos filhos, à casa e à família. É a mãe que não faz distinção entre seus filhos, sejam como forem, tenham ou não saído do seu ventre. Seu nome deriva da expressão Yèyé omo ejá, que significa: a mãe cujos filhos são peixes. A saudação Odò-ìyá significa mãe do rio, e apesar de no Brasil ser cultuada nas águas salgadas, sua origem é um rio que corre para o mar – como na nossa festa, em que entregamos os presentes no Rio Guaíba para que nossos pedidos e agradecimentos sejam conduzidos até o mar. Iemanjá é o Orixá mais popular no Brasil, a energia mais festejada, a mais amada. Reverenciar Iemanjá é ter a certeza de possuir uma mãe protetora, sempre atenta aos passos de seus filhos, é saber que num tropeço da vida haverá um braço forte pronto para amparar. Se Iemanjá é o mar, e o mar toma tantas praias do mundo, em qualquer ponto ela assiste seus filhos – e todos somos seus filhos.”

Para mais informações, acesse nossa página no facebook: http://fb.com/terreiroestreladooriente

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