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Por: Tossiro Neto

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A reclamação dos são-paulinos quanto ao cartão vermelho dado a Luis Fabiano, segundo eles injustamente, não foi a primeira direcionada a Wilmar Roldán. Em 2011, o árbitro colombiano expulsou o lateral esquerdo Juan de um jogo da Copa Sul-americana e foi acusado pelo jogador de racismo.

“Fui cobrá-lo por ter dado só três minutos (de acréscimo) e ele virou falando ‘sai daqui, macaco’. Falei para me chamar de macaco de novo, e ele, covardemente, como fez o jogo todo, me expulsou. É brincadeira o que fazem”, revoltou-se à época, após derrota para o Libertad, que eliminou a equipe do torneio continental.

Nesta quinta-feira, a expulsão de Luis Fabiano, também por reclamação, ocorreu depois do apito final. O atacante disse também ter ouvido ofensas racistas durante o empate por 1 a 1 com o Arsenal, mas por parte dos jogadores argentinos.

“Deve ter algo gravado, podem ver. Vou me defender, não falei nada. Cada um que tire sua conclusão”, defendeu-se o camisa 9. “Ele ficou me intimidando, falando que ia me tirar do jogo. Recebia várias provocações, me chamaram de macaquito, mas eu me contive. Não seria idiota de depois do jogo xingar ou insultar o árbitro para tomar cartão vermelho”.

O diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, e o técnico Ney Franco também reclamaram da atuação de Wilmar Roldán. O dirigente foi mais contundente.

“Sempre quando o protagonista da partida é o juiz, a gente lamenta. Infelizmente, o prejudicado de hoje foi o São Paulo. Não só por equívocos, mas sentimos uma má vontade, uma atitude até meio proposital do juiz de nos prejudicar. Isso nos deixa muito tristes e decepcionados”, criticou.

 

 

Fonte: Gazeta Esportiva 

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