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Mesa do Plenário com as autoridades

Mesa do Plenário com as autoridades

Dia 23 de Março de 2012, participei de um debate na Câmara de Campinas que pautou o ofício racista do Capitão Ubiratan no qual de forma bizarra onde dizia que a policiais militares deveriam abordar negros e pardos no lindo bairro do taquaral que reside à alta classe social da cidade.

Por este motivo os movimentos negros da cidade se levantaram e consequentemente se manifestaram contra o documento racista, pois este representa o racismo institucional deste país.

A PM enviou dois representantes ao debate, um deles o Capitão Jaime (negro) e o Major Cícero (pardo), que se sentaram a mesma com os Vereadores Carlão do PT e Paulo Búfalo do PSOL além do representante da Alesp Dr. Cícero de Almeida Coordenador do SOS racismo que veio representando o Deputado e presidente dos DH de SP Adriano Diogo (PT).

Eu estava representando o Mandato do Vereador Pedro Tourinho do (PT), que se encontrava em outra agenda e junto com os militantes dos movimentos tivemos uma conversa aberta e franca com a PM ali presente.

Ouvimos a explicação da PM onde vou separar para que fique fácil o entendimento:

Major Cícero: Disse que o documento não é racista e que a PM tem sofrido perseguição de líderes dos movimentos e que a ordem de serviço pautada foi apenas característica dos indivíduos que atormentavam a pobre classe A no parque Taquaral.

Tenente Jaime: foi menos agressivo e tentou mediar o debate sem ser tão reacionário, mas também não convenceu, mas deixou contato para que representantes conhecessem a PM de Campinas e seu modo operante.

Alessandro Oluandeji representando o mandato vereador Pedro Tourinho (PT)

Alessandro Oluandeji representando o mandato vereador Pedro Tourinho (PT)

Na minha fala lembrei aos policiais que características vão além da cor da pele, desde a estatura, o peso, cabelos cor de roupa e os lembrei de que no nosso debate tínhamos 70 negros diferentes para provar que eu estava certo e também respondi que conheço bem a PM até porque estive presente na desocupação de Pinheirinho em SJC onde a PM se comportou como cães de guarda do estado e do estupro imobiliário.

Os companheiros de militância também tiveram fala e cobraram duramente a Polícia Militar nos itens:

O processo de humanização da PM

A não presença do Capitão Ubiratan (motivo do debate)

As ações violentas da PM na cidade

Genocídio da juventude negra em Campinas

Preciso citar uma das falas que mostram como está cotada a história da PM na cidade, pois Andre Moraes (Mandato Pedro Tourinho) disse que sua mãe sempre se despedia dele pedindo que ele tomasse cuidado com a polícia e terminou sua fala emocionado.

O debate que foi marcado para as 19h00min horas foi tenso até o seu termino às 22h45min, mas o movimento não arreda o pé de que o Capitão Ubiratan seja Exonerado e feito de exemplo para que outros não tenham o mesmo discurso racista para a sociedade, pois o movimento não vai parar e iremos continuar na luta em Campinas sou Suspeito!

 

Por: Oluandeji

Fotos: Oluandeji e André Moraes

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