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LogoBlogReligiao O casamento na cultura Bantu é a fonte da vida. É através do casamento que, prioritariamente os homens casam para ter seus filhos. A vida é sagrada e é por isso que os filhos, recém-nascido, são vistos pelos Abantu como abençoados, mas, também, conforme as tradicionais crenças Bantu, uma criança recém-nascida tanto pode ser uma benção, quanto pode ser um ser amaldiçoado, e para que os pais saibam se é ou não, eles sempre procuram um adivinho pra saber de onde veio às crianças que a mulher gera em seu útero, pois conforme as tradicionais crenças Bantu, um filho de benção é concebido por Deus ou pelos Ancestrais.

Através do casamento, o social dos indivíduos, tanto da família da noiva, quanto da família do noivo, se amplia na comunidade. Mas por conta de uma rincha ou divida, esse laço social pode ser desfeito, podendo chegar a destruir o próprio matrimonio do noivo e da noiva. Com isso, os pais, antes de concederem a mão das suas filhas, procuram tomar conhecimento sobre o socialismo e ancestralidade da família do rapaz que pede a sua filha em casamento.

Para os Bantu, o casamento é o centro da existência, sem ele nada existiria. É através do matrimonio que uma nova geração, pode surgir para complementar com a continuação da vida. Seja na vida social ou religiosa, a finalidade de quem é ascendente ou descendente, é continuar seguindo as tradições dos Ancestrais.

O matrimonio é complexo e engloba os aspectos econômicos, sociais e religiosas; é a existência da vida humana, é o lugar de encontro dos membros de toda a comunidade que engloba e faz presente os ancestrais, os vivos e os que estão sendo gerados no útero.

O matrimonio Bantu é uma aliança que forma e legitima uma nova família, reforçando amizade e alianças entre ambas as famílias. O matrimonio também proporciona o restabelecimento dos laços de amizade ou familiar entre clãs, tribos e reinos amigos.

O casamento é revigorante, é capaz de construir e reconstruir laços de amizade entre muitas comunidades. E é através desse laço matrimonial, da competência da boa administração dos laços fraternais que, as bênçãos são recebidas em forma de filhos, reforçando o laço de amor e amizade na família, fazendo com que as alianças, dia a dia, estejam a prosperar e atrair as bênçãos de Deus e dos Ancestrais.

Os filhos são bênçãos enviados de Deus ou dos Ancestrais. Os filhos são a vitalidade da família, vitalizam os pais e família, capazes de amparar dos mais velhos e os revigorarem, os trazendo vitalidade, e certeza da continuação do culto aos Ancestrais.

Por: Tata Kitalehoxi, descendente da Ndanji Goméia.