Fotos: Mandato Vereador Pedro Tourinho PT

Fotos: Mandato Vereador Pedro Tourinho PT

No dia 10 de maio de 2013 ocorreu um importante evento na Prefeitura de Campinas, um rico debate sobre mais um ataque do governo do estado de São Paulo contra a juventude negra e as lutas do Movimento Negro. O Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) foi à resposta de nosso governo às reivindicações dos movimentos sociais, à pressão gerada a partir decisão do STF pela constitucionalidade das cotas, à implantação massiva e com êxito das cotas em diversas universidades pelo país, sobretudo as federais e principalmente aos resultados positivos alcançados por alunos cotistas em universidades precursoras na implantação de programas de cotas.

O debate realizado pelo vereador Pedro Tourinho e a Frente Pró-cotas da Unicamp deu uma amostra da capacidade de mobilização dos movimentos sociais. Às vésperas do Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo nada poderia ser mais emblemático que um espaço público repleto de representantes de movimentos sociais, estudantes, políticos e lideranças das universidades. Nada poderia ser mais promissor para a luta histórica do movimento negro e contra toda e qualquer forma de opressão.

Por isso mesmo destacamos a importância do debate de cotas, não apenas pelo seu compromisso com a inclusão de alunos negros e pobres, mas pela reflexão que ela nos obriga a fazer: o questionamento do mito da democracia racial e da crença de que o Brasil foi capaz de superar as diferenças raciais, sofrendo apenas com os efeitos da desigualdade social, típica de qualquer país capitalista.

Discutir cotas raciais nos obriga a entender o que é o racismo e, principalmente, o que é o racismo à brasileira. Quando reconhecermos a necessidade e a urgência de políticas públicas específicas para o povo negro, como as cotas raciais em universidades, teremos dado um primeiro passo para sairmos da alienação reconfortante de que somos todos iguais no país das oportunidades, teremos dado o primeiro passo para uma discussão mais concreta e embasada politicamente sobre a reparação histórica que foi negada aos negros no momento de sua falsa libertação e ainda hoje é questionada e rejeitada por aqueles que ainda lutam por seus postos de senhores. Isto porque reconhecer essa necessidade é reconhecer que houve um crime contra o povo negro, que o lugar social da população negra foi determinado por fatores muito além da classe, por isso mesmo precisa ser reparado a partir das bandeiras do movimento negro e do debate racial.

Esperemos que mais espaços plurais e amplos como esses se espalhem pelo país e contribuam para a ampliação da luta contra as opressões e conquista de direitos e cidadania.

 

Mariana Santos de Assis – mestranda em Linguística Aplicada na Unicamp; militante do Núcleo de Consciência Negra e da Frente Pró-Cotas da Unicamp.

 

Minha Opinião: O debate foi de grande importância para o entendimento e a construção de políticas de cotas, pois o PIMESP não insere ninguém e entendo com uma tentativa de burlar as COTAS nas universidades, que foi bem explicado pelo Deputado Estadual Marcolino (PT). Além disso, a presença de mais de 100 pessoas que interagiram ao tema e tiveram suas falas aberta ao microfone, mostraram que o Governo Estadual não irá lubridiar os estudantes.

O texto acima é da Militante Mariana Santos de Assis que esteve na mesa e colocou sua posição a todas e todos os presentes de forma emocionada e muito coerente, sendo aplaudida e muito elogiada.

Termino agradecendo a presença dos (das) estudantes, a Unicamp que enviou dois professores, ao Vereador Pedro Tourinho (PT), ao Deputado Estadual Luiz Claudio Marcolino (PT), ao Silvio Luiz de Almeida ( presidente do Instituto Luiz Gama) e a Mariana Santos de Assis ( Frente Pró Cotas da Unicamp).

Por: Oluandeji