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Presidente da Fundação Cultural Palmares Hilton Cobra e a Ministra Marta Suplicy

Dirigentes das seis secretarias do Ministério da Cultura e das instituições do sistema MinC se reuniram na manhã dessa terça-feira, 14/05, com a ministra Marta Suplicy e com a secretária-executiva da Pasta, Jeanine Pires, para conhecer uma proposta de projeto do Museu Afro da Memória Descendente. O espaço será um Centro de Referência da Cultura Negra onde o visitante poderá conhecer a trajetória dos negros no Brasil e reconhecer a importância deles na construção da identidade cultural do País.

A concepção do Museu deve unir esforços de todas as secretarias e instituições vinculadas ao Ministério da Cultura. Marta ressaltou a transversalidade do tema, que permeia diversas funções e competências da Pasta. “Vamos precisar de um time para fazer este projeto virar realidade. Trata-se de um esforço conjunto e coordenado. Cada um tem uma expertise e experiências diferentes e isso deve estar refletido no projeto”, afirmou a ministra.

O presidente da Casa de Rui Barbosa, Manolo Florentino, apresentou as diretrizes do planejamento do Museu. Segundo ele, os pontos centrais se concentram em contar a história dos negros no Brasil e resgatar sua importância para a sociedade brasileira, sempre com vistas a aumentar a autoestima da população negra. Florentino apresentou as estratégias com as quais deseja atingir esse objetivo e, em seguida, ouviu as contribuições dos presentes.

Todos os assuntos tratados na reunião estão sendo encaminhados por grupos de trabalho organizados pra dar celeridade ao processo de concepção. Um grupo de consultores formado por profissionais de áreas diversas, como historiadores, museólogos e artistas plásticos, entre outros, trabalha em conjunto com o Ministério da Cultura na concepção do Museu Afro da Memória Descendente.

Como tudo começou – A ministra contou aos dirigentes que a iniciativa de construir o Centro de Referência foi concebida na ocasião de uma visita à Fundação Cultural Palmares (FCP), local onde havia uma maquete do que seria um museu criado para contar a história do negro no Brasil. Um terreno havia sido doado pelo Governo do Distrito Federal à FCP para a construção do Centro, mas como o projeto não vingou, o terreno foi devolvido. A ministra reconheceu a importância de ter um museu com tal temática na capital federal e conversou com o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que devolveu o terreno ao MinC para a construção do Museu.

Experiências – No mês de março, a ministra fez uma viagem internacional com o presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, com o intuito de visitar museus com temática semelhante e dali tirar ideias para o Museu Afro. Eles foram a instituições como o Museu Memorial do Holocausto, um dos maiores museus do mundo em memória a todas as pessoas que sofreram com o holocausto nos anos 30 e 40 durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo Marta, a experiência foi de extrema importância, pois o Museu Afro também quer mostrar de uma forma contundente a dor que os negros escravizados sentiram.

Fonte: Minc / Fundação Palmares