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No Brasil a fato histórico de destruir as raízes, a cultura e a religiosidade do negro foi uma estratégia para desconstruir uma reorganização da sociedade africana ou já afro brasileira e com isso perdemos importantes tradições.

Nos últimos anos a comunidade Negra tem vivido por vários ataques desde agressões físicas e psicológicas e ser negro e ser negro que transita por cultura e religiosidade têm sido um desgaste na sociedade. Na Bahia as baianas do Acarajé lutam para proibir que evangélicos vendam a comida que representa Oya com o nome de bolinho de Jesus, que ao meu entender passa pela necessidade de ganhar o sustento com trabalho digno, pois tem como missão descaracterizar a tradição afro Brasileira tanto pelo lado religioso como pelo cultural, porque não vendem o Acarajé, vestidas de baianas? Por que não vendem em nome de Oya? Ou simplesmente não respeitam nossas tradições?

Mas será que só querem descaracterizar o Acarajé?

Foto: Autor desconhecido

Foto: Autor desconhecido

Ultimamente estamos encontrando também a Capoeira Gospel, e devo dizer que não sou contra os evangélicos a fazerem a capoeira, mas me preocupa quando o fazem e descaracterizam essa luta que é nosso símbolo de resistência, pois tiram das letras as palavras que fazem ligação com a África ou com a religiosidade, portando sofremos também uma desconstrução cultural e de valores, pois até o atabaque é retirado nestes grupos gospel.

Vendo todo este processo colonial e escravagista se formando outra vez, precisamos entender que a população negra precisa se alinhar politicamente e se fortalecer ocupando espaços importantes na sociedade, pois o “agressor” já é uma força política que trabalha para criar leis que nos desgastam como um todo e devemos nos manifestar contra essas agressões.

Irão parar na Capoeira gospel e no Acarajé ( Bolinho de Jesus)?

Por: Oluandeji