Adilson Marques

 

Parabéns a todos os candidatos que estão chegando para contribuir e construir uma nova fase para nossa religião que tende ocupar espaços legítimos. Que nossos deuses abençoe seus caminhos.

Oluandeji

Oluandeji:- Qual seu nome, seu cargo religioso, sua família espiritual? Se não for da religião, a qual família representa ou tem apoio? 

Adilson Marques:- Meu nome é Adilson Marques e sou espiritualista, sem vínculo com nenhuma religião, porém, em 1999, com alguns amigos, começamos um movimento em São Carlos denominado Projeto Homospiritualis, voltado para difundir os valores da Cultura de Paz e ajudar na promoção da Diversidade Religiosa no município. Este nosso trabalho foi muito estigmatizado e até perseguido, não só por religiosos fanáticos, mas também pelo poder público que, muitas vezes, confunde Estado laico com Estado ateu. E nosso trabalho se tornou mais difícil quando, em 2003, começamos a trabalhar pela valorização e desmistificação das religiões afro-brasileiras e também do mediunismo umbandista. Em 2008, quando o tema do VIII Encontro Ecumênico de Educação e Cultura para a Paz, evento que realizamos anualmente, de 2001 a 2010, foi o centenário da Umbanda, a perseguição aumentou e eu fui ameaçado de demissão na escola onde lecionava. E é importante esclarecer que os nossos eventos nunca foram de cunho doutrinário, mas no sentido sócio-cultural e educativo, voltado apenas para ajudar na criação de uma ambiência de respeito pela diversidade religiosa. E nestes 12 anos de trabalho, muitas idéias foram surgindo e, em 2010, escrevemos um manifesto chamado manifesto pela paz em São Carlos que foi enviado para vários partidos, para o poder público municipal e órgãos como secretaria de educação etc. Mas, até o momento, apenas o Partido Verde manifestou-se sensível as propostas reunidas neste documento. E eu fui convidado para me filiar ao partido e participar como pré-candidato na convenção que aconteceu no mês de junho. E, por alguma razão, meu nome foi aprovado e estou candidato a vereador pelo PV, contando com o apoio de algumas pessoas de mente universalista, vindo das mais diferentes religiões, tanto das afro-brasileiras como budistas, cristãos etc.

Oluandeji:- É candidato a qual cargo político?

Adilson Marques:- Candidato a vereador.

Oluandeji:- Qual seu partido político e a história dele referente às Religiões de Matriz Africana?

Adilson Marques:- Pelo Partido Verde. O PV deve ser um dos poucos partidos, se não for o único, que tem em seus temas de atuação a espiritualidade. E, neste sentido, apóia as reivindicações democráticas pela tolerância e pela valorização da diversidade religiosa. Assim, o respeito pelas religiões de matriz africana, assim como pelas demais e até pelo direito de não ter religião, é o mesmo.

Oluandeji:- Já possui algum trabalho sócio-político? Qual?

Adilson Marques:- O projeto Homospiritualis realizou entre os anos de 2001 e 2010 o Encontro Ecumênico de Educação e Cultura para a Paz, um evento voltado para a valorização da tolerância e da diversidade religiosa. Ao longo dos anos, várias palestras, cursos e oficinas foram realizados, inclusive, organizamos palestras que foram ministradas por preto-velhos, incorporados em seus respectivos médiuns. E de 2010 para cá, anualmente, organizamos o Fórum Permanente de Educação, Cultura de Paz e Tolerância Religiosa, que tem uma estrutura um pouco diferente. No final do fórum é realizada uma plenária e os participantes, que são representantes de ONGs, grupos religiosos etc. discutem e aprovam um trabalho para ser realizado durante aquele ano. Por exemplo, o último fórum foi sediado em Uberlândia e os participantes decidiram ajudar um grupo de índios não-aldeados da cidade na construção da Oca Cultural, um espaço onde este grupo pretende realizar atividades sócio-culturais e espiritualistas.

Oluandeji:- Quais são os seus projetos políticos para seu município?

Adilson Marques:- Em minha campanha estou defendendo as propostas que foram escritas pelos membros do Projeto Homospiritualis, entre elas:

01 – Defender e ajudar na implementação do Conselho Municipal da Diversidade Religiosa, garantindo a plena efetivação de um estado laico que não privilegie as religiões dominantes, quase sempre intolerantes com as religiões minoritárias;

02 – Defender a criação de um Centro Municipal da Cultura de Paz e da Diversidade Religiosa, um local para ministrar cursos, oficinas e outras atividades sócio-culturais e educativas que propiciem a formação de uma nova mentalidade, sobretudo em crianças e jovens.

03 – Defender a criação de um parque público em local com área verde, água etc. que permita aos adeptos das religiões de matriz afro-brasileiras e outras poderem fazer oferendas ou cultos na natureza de forma segura, e sem desrespeitar propriedades privadas ou contaminar o meio ambiente;

04 – Defender que o ensino religioso escolar seja implementado na rede municipal de ensino, de acordo com a lei federal que estabelece a criação dessa disciplina optativa;

05 – Defender a oficialização do Fórum Permanente de Educação, Cultura de Paz e Tolerância Religiosa, evento que acontece desde 2010, organizado por ONGs da cidade, no dia 21 de janeiro, dia nacional de combate à intolerância religiosa.

06 – Defender a criação do dia municipal da mediunidade (sugestão de data: 2 de abril), desmistificando, dentro de um ponto de vista científico, essa prática sócio-cultural que deixou de ser classificada como doença segundo o DSM-4 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), mas que ainda continua sendo tratada como esquizofrenia ou outro transtorno mental na área da saúde;

07 – Propor a criação do Mapa da Cultura de Paz, valorizando e dando visibilidade às organizações que atuam dentro dos princípios da Cultura de Paz, segundo a UNESCO, e Trabalhar pela valorização e crescimento de ONGs que atuam com Cultura de Paz, Diversidade Religiosa e Sustentabilidade no município;

Oluandeji:- Defina porque é importante pessoas do Axé votarem em candidatos que são do Axé.

Adilson Marques:- Na valorização da diversidade religiosa, todos os grupos que se sentem discriminados, precisam votar em pessoas que assumam um compromisso político com essa causa. Assim, pessoas do Axé, do Namastê, do Aho e de todos os segmentos religiosos poderão contar com um vereador disposto a trabalhar diuturnamente por esta causa onde atuo há 12 anos

Oluandeji:- Espaço livre.

Adilson Marques:– Nossa campanha está sendo divulgada principalmente pela internet. Temos um blog, um canal no Youtube e um grupo no Facebook. Os interessados podem conhecer este trabalho nos mandando um e-mail euvoto43007@hotmail.com ou, jogando no Google ou outro buscador por eu voto 43007

 

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