Yawo, recebida a pedrada na Escola – Parte 3

PARTE 3

Hoje, às 09h00min da manhã, estive no Conselho Tutelar para definir as posições a serem tomadas no caso da Yawo, pois na semana passada alunos retiraram seu torso e a puseram em roda chamando-a de macumbeira. Como sempre, fomos bem recebidos pela Kátia Mendes que também é uma filha de Oxum e é importante salientar para nosso Povo de Terreiro que esses cargos públicos devem ser ocupados por nossas comunidades também, pois sem o apadrinhamento da Kátia Mendes não seriamos entendidos com clareza. Como não era sua região da cidade, fomos indicados a Sra. Gislaine que entrará com um oficio junto a Escola Estadual Reverendo Elizeu Narciso, questionando o que foi realizado em termos da Lei para amparar a vitima de 11  anos, tendo que detalhar os procedimentos utilizados. Será dado um prazo para que a Escola expresse em documento oficial, o relatório sobre esse caso.

Muito me sensibilizou a Dofona de Oxossi, mãe biológica da vítima, que esteve sempre atenta a sua vida familiar e religiosa, deixando explícito que irá lutar nos âmbitos legais pela sua fé, sua família, sendo amparado pelo seu Sacerdote Itamar Tiayrá.

Este tipo de intolerância que em muitos casos chegam até a agressão, faz parte da história desse país, desde a chegada da frota portuguesa, e é importante nos dias de hoje salientar que há vários meios legais para que o povo de santo não seja massacrado nas ruas, e aproveito para agradecer ao médico de família Pedro Tourinho (PT), a Renato Simões (PT), Presidente do CDDH Campinas e Paulo Mariante (PT), Presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Campinas pela acessoria nos dada até o momento.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender; E se podem aprender a odiar, pode ser ensinado a amar.”

Por Oluandeji

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1 opinião sobre “Yawo, recebida a pedrada na Escola – Parte 3”

  1. doté marcio d'ogun disse:

    eu com mes 21 anos de santo feito,e mesmo tempo de servidor publico,nunca tive algun preconceito em minha repartição,nem com minha religião nem com meus preceitos,pelo contrario hj ha muitos que iniciaram na religião por me conhecerem e saber que sou candomblecista.deveria ser assim em todo lugar,abraço.

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